29/04/2026 10:00

As florestas que ninguém mapeou

  • Coluna Ciência Fundamental

Áreas verdes urbanas são o ponto cego de uma tecnologia que conta a história das árvores sem precisar tocá-las

Ilustração: Valentina Fraiz

 

Luana Costa 

Lembro do momento em que o drone decolou pela primeira vez sobre o campus da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, onde estou concluindo o mestrado. Havia algo tanto trivial quanto curioso naquilo: um mini helicóptero, equipado com um sensor laser, sobrevoando árvores sob as quais as pessoas passam todos os dias. Horas depois, não apareceu no computador uma fotografia, mas uma nuvem de pontos, milhões deles, cada um registrando com precisão centimétrica a posição de um edifício, uma planta, um galho. A cidade em três dimensões.

Essa tecnologia, o LiDAR (Light Detection and Ranging), tem revolucionado o modo como os cientistas mapeiam as florestas. O princípio é elegante: o sensor emite pulsos de laser e mede o tempo que cada pulso leva para retornar após atingir uma superfície. Com isso, é possível reconstruir a estrutura tridimensional da vegetação sem tocar em uma única árvore.

Leia o texto completo no Ciência Fundamental, na Folha de S.Paulo.

  • Temas
  • Formação em Ecologia Quantitativa
  • mapeamento