Catarina Jakovac

Ciências da Vida

Catarina Jakovac é formada em ciências biológicas pela Universidade de São Paulo e fez mestrado em biologia vegetal na Universidade Estadual de Campinas. O doutorado em ecologia da produção e conservação de recursos foi obtido na Wageningen University, Holanda. 

Sua pesquisa acadêmica foi um grande zigue-zague entre a Amazônia e a Mata Atlântica, que acabou dando à bióloga o insight para formular a hipótese de que a ação humana nas florestas favorece as espécies vegetais de florestas mais secas em detrimento das úmidas. Embora tenha uma carreira profissional dedicada a medir o impacto humano nas florestas, Catarina garante que seus momentos de descanso também são passados no meio do mato, em atividades ao ar livre. A bióloga é fanática por escalada, trilhas e passeios de bike em meio à natureza. Nas festas com amigos, ela jamais se nega a acompanhar a música tocando um pandeiro. 

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O impacto humano favorece, por exemplo, espécies que investem mais em sobreviver do que em crescer rápido. Nas florestas úmidas, no entanto, crescer rápido é essencial para vencer a competição por luz, a qual rege em grande parte a dinâmica e produtividade da floresta. Portanto, a seleção de certas espécies pelo impacto humano pode levar a uma cascata de efeitos que homogeneizará as formações florestais. Será que isso já está acontecendo? Se sim, quais as consequências para a biodiversidade e o ser humano? 
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Projetos

Impactos humanos podem levar à transformação de florestas úmidas em florestas secas?
Ciência / Ciências da Vida

Poderia a ação humana induzir a transformação de florestas úmidas em florestas secas? Já sabemos que a ação humana leva à diminuição da biodiversidade e a mudanças na composição de espécies. A hipótese do projeto é que tal mudança é direcional, favorecendo espécies com características típicas de florestas mais secas e consequentemente modificando a dinâmica das florestas úmidas, descaracterizando-as. 

O impacto humano favorece, por exemplo, espécies que investem mais em sobreviver do que em crescer rápido. Nas florestas úmidas, no entanto, crescer rápido é essencial para vencer a competição por luz, a qual rege em grande parte a dinâmica e produtividade da floresta. Portanto, a seleção de certas espécies pelo impacto humano pode levar a uma cascata de efeitos que homogeneizará as formações florestais. Será que isso já está acontecendo? Se sim, quais as consequências para a biodiversidade e o ser humano?

Recursos investidos

Grant 2022: R$ 700.000,00

Instituições

  • Universidade Federal de Santa Catarina
  • Temas
  • amazônia
  • mata atlântica
  • mudanças climáticas