Diego Andrés Laplagne

Ciências da Vida

Desde criança o biólogo argentino Diego Laplagne se interessou pela natureza e os animais. Ao desenvolver seus estudos, ficou curioso pela parte mais misteriosa da natureza: a mente. Doutor em ciências biológicas pela Universidad de Buenos Aires, ele recebeu em 2009 o Leon Levy Presidential Fellow in Neuroscience, um apoio para pesquisa independente, que o biólogo desenvolveu na Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos.

Seu estudo tem duas partes: em primeiro lugar mapeia o comportamento livre e metabolismos de ratos. Posteriormente, com o auxílio de computadores, os dados de funcionamento do cérebro dos animais são relacionados com as informações do comportamento.

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            [post_content] => Há um século começamos a medir a correlação da atividade do cérebro com o comportamento: registramos atividade cerebral durante comportamentos simples, geramos intuições sobre as correlações entre eles e verificamos essas intuições quantitativamente. Isso nos limita a estudar fenômenos para nós suficientemente claros. Meu objetivo é aproveitar a revolução da inteligência artificial para buscar livremente os sinais neurais que melhor expliquem o que os animais fazem. O projeto segue quatro etapas: i) obter dados maciços de ratos se comportando livremente; registro em simultâneo de vídeo de profundidade, vocalizações, respiração, acelerometria e atividade cerebral distribuída; ii) desenvolver algoritmos para descobrir o etograma do rato; iii) descobrir em paralelo o ‘neurograma’, um mapa dinâmico de estados cerebrais; iv) estabelecer causalidades entre os estados comportamentais e neurais. Esperamos abrir novas perspectivas para entender como o cérebro contribui para nossa identidade.
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Projetos

Relendo a mente: descobrindo correlatos neurais do comportamento natural
Ciência / Ciências da Vida

Há um século começamos a medir a correlação da atividade do cérebro com o comportamento: registramos atividade cerebral durante comportamentos simples, geramos intuições sobre as correlações entre eles e verificamos essas intuições quantitativamente. Isso nos limita a estudar fenômenos para nós suficientemente claros. Meu objetivo é aproveitar a revolução da inteligência artificial para buscar livremente os sinais neurais que melhor expliquem o que os animais fazem. O projeto segue quatro etapas: i) obter dados maciços de ratos se comportando livremente; registro em simultâneo de vídeo de profundidade, vocalizações, respiração, acelerometria e atividade cerebral distribuída; ii) desenvolver algoritmos para descobrir o etograma do rato; iii) descobrir em paralelo o ‘neurograma’, um mapa dinâmico de estados cerebrais; iv) estabelecer causalidades entre os estados comportamentais e neurais. Esperamos abrir novas perspectivas para entender como o cérebro contribui para nossa identidade.

Recursos investidos

Grant Serrapilheira: R$ 95.000,00

Instituições

  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Instituto do Cérebro
  • Temas
  • cérebro
  • comportamento
  • inteligência artificial
  • ratos