Marina Bonfim Santos

Ciências da Vida

Marina Bonfim Santos cresceu em uma casa onde a curiosidade era regra. Seu irmão virou geólogo, ela virou bióloga, e ambos carregam a herança de pais que ensinaram a olhar o mundo natural com encantamento. Graduada pela Universidade Federal da Bahia, mestre em botânica pela Universidade Estadual de Feira de Santana e doutora pela Universidade de Leiden, na Holanda, Santos se especializou em briologia, sistemática e filogenia molecular. Hoje, pesquisa musgos haplolepídeos, pequenos organismos que contam grandes histórias sobre evolução e diversidade.

Para descansar a cabeça, gosta de criar com as mãos: cozinhar, desenhar, fazer crochê, marcenaria… A paixão pelas atividades manuais quase fez a bióloga largar a ciência para ser padeira. Mais do que pesquisar, Santos gosta de compartilhar: ensinar biologia, conversar sobre ciência e dividir o entusiasmo por esse mundo microscópico e fascinante. Afinal, entre a vida dos musgos e o fermento das massas de pão, a vida é feita de processos complexos, e entender cada detalhe é também uma forma de admiração.

Chamadas

Chamada conjunta de apoio a pós-docs negros e indígenas em ecologia nº 3
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Projetos

O que seriam barreiras no ambiente para organismos com extensas áreas de distribuição e capacidade de dispersão através de longas distâncias?
Ciência / Ciências da Vida

A dispersão influencia a formação de comunidades e a variabilidade e diversificação das espécies, sendo assim um processo gerador de padrões da biodiversidade e determinante para a resiliência das espécies frente às mudanças climáticas. A capacidade de dispersão em diferentes escalas espaciais resulta da interação entre características dos organismos e variáveis da  paisagem, as quais podem representar barreiras e limitar a conectividade entre populações. O foco deste projeto é avançar o entendimento sobre a dispersão de longa distância pelo ar, um  fenômeno de natureza estocástica e difícil de acessar. Dados genômicos de populações de briófitas pantropicais serão analisados para estimar a contribuição relativa das diferentes escalas de dispersão para a estrutura genética e inferir possíveis barreiras na paisagem que expliquem os padrões observados.

Recursos investidos

Grant 2025 Serrapilheira e FAPESB: R$ 523.145,00

Instituições

  • Universidade Federal da Bahia