Como a retomada Borum-Kren pode contribuir para a restauração da memória biocultural e para indução de cascatas socioecológicas no Vale do Uaimií/MG?

Ciência / Ciências da Vida

Apesar do reconhecimento da importância dos povos indígenas na conservação da biodiversidade, ainda há uma lacuna significativa na compreensão de como os danos ambientais e a perda da biodiversidade nos territórios são frequentemente precedidos ou acompanhados pela expulsão das comunidades indígenas de suas terras. Também sabemos pouco sobre como a reterritorialização de povos indígenas pode gerar cascatas socioecológicas positivas.

Este trabalho propõe, portanto, uma análise da eliminação física e cultural de povos indígenas (genocídio), atrelada à destruição dos territórios (ecocídio). Juntos, podem ser enquadrados no contexto de epistemicídio, devido à perda de biodiversidade e a degradação dos ecossistemas correlacionada com a perda dos sistemas de produção de conhecimentos indígenas.

Assim, o projeto busca compreender como processos de reterritorialização (as retomadas territoriais indígenas) podem gerar cascatas socioecológicas locais e regionais, contribuindo para a restauração da memória, identidade biocultural e paisagens multifuncionais, integrando recuperação ambiental, conservação da biodiversidade e promoção do bem-viver comunitário. Para isso, será analisado o processo de retomada do povo Borum-Kren (ressurgentes Botocudos do Uaimií – Vale dos Inconfidentes, na Cordilheira do Espinhaço/ MG).

Recursos investidos

Grant 2024: R$ 100.000,00
Grant 2025 Serrapilheira e FAPESB: R$517.000,00

Instituições

  • Universidade Estadual de Santa Cruz

Chamadas

Chamada conjunta de apoio a pós-docs negros e indígenas em ecologia nº 3
  • Temas
  • biodiversidade
  • ciência indígena
  • Conservação
  • recuperação ambiental