Mayara Neves

Ciências da Vida

A bióloga Mayara Neves estuda peixes que colonizaram, de forma independente, cavernas e áreas úmidas sazonais no Cerrado brasileiro. Cavernas são espaços hostis, mas relativamente estáveis ao longo do tempo; áreas úmidas sazonais, ao contrário, vivem em constante mudança, com variações na água, no espaço e nos recursos disponíveis. E como nem todo extremo é igual, a bióloga investiga se essa diferença entre ambientes estáveis e instáveis afeta não só a forma como os animais se desenvolvem, mas quantos caminhos diferentes a evolução tem à disposição. 

A pesquisadora graduou-se em ciências biológicas pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná, onde também obteve o título de mestre em conservação e manejo de recursos naturais. O doutorado em biologia animal foi obtido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Primeira doutora em sua família, a bióloga leva a mesma inquietação por terrenos difíceis para sua vida fora da investigação científica. Nos momentos fora da academia investe em ecoturismo: conhecer lugares extremos e fazer trilhas por terrenos difíceis. Também é uma entusiasta do triatletismo. 

Além de ambientes extremos, os peixes também colonizaram o imaginário da cientista e fixaram residência. Neves é uma exímia desenhista da técnica do pontilhismo e se dedica ao gyotaku, a arte japonesa de estampar peixes.

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Diante disso, serão estudados peixes que colonizaram, de forma independente, cavernas e áreas úmidas sazonais no Cerrado brasileiro. Por meio de tomografias, os crânios dessas espécies serão reconstruídos em três dimensões para analisar como as diferentes partes variam em conjunto — ou seja, se alterações em uma região vêm sempre acompanhadas de mudanças em outras. Ao comparar linhagens de ambientes estáveis e instáveis, busca-se compreender se a previsibilidade do ambiente amplia ou restringe as possibilidades evolutivas disponíveis para cada espécie.
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Projetos

Como a previsibilidade ambiental molda a forma como os organismos evoluem?
Ciência / Ciências da Vida

Nem todo ambiente extremo é igual. As cavernas são severas, mas estáveis ao longo do tempo; já as áreas úmidas sazonais passam por constantes mudanças, com variações na disponibilidade de água, de espaço e de recursos. Este projeto investiga se essa diferença entre ambientes estáveis e instáveis afeta não apenas a forma desenvolvida pelos animais, mas também a quantidade de caminhos evolutivos disponíveis para alterá-la.

Diante disso, serão estudados peixes que colonizaram, de forma independente, cavernas e áreas úmidas sazonais no Cerrado brasileiro. Por meio de tomografias, os crânios dessas espécies serão reconstruídos em três dimensões para analisar como as diferentes partes variam em conjunto — ou seja, se alterações em uma região vêm sempre acompanhadas de mudanças em outras. Ao comparar linhagens de ambientes estáveis e instáveis, busca-se compreender se a previsibilidade do ambiente amplia ou restringe as possibilidades evolutivas disponíveis para cada espécie.

Recursos investidos

Grant 2026: R$ 480.000,00 (R$ 380.000,00 + R$ 100.000,00 de bônus opcional destinados à integração e formação de pessoas de grupos sub-representados na ciência)

Instituições

  • Universidade Federal do Paraná