Chamada aberta

Envio de propostas até 17 de setembro de 2026

Um olhar interdisciplinar sobre as grandes perguntas da ecologia

Resumo

O seu perfil

> Existe alguma grande pergunta em ecologia que te inspira, independentemente da sua área de formação?

> Gosta de trabalhar em grupo e construir conhecimento de forma colaborativa?

> Tem vontade de ir além da sua área de formação e aprender novos conceitos, linguagens e metodologias?

> Está em algum ponto entre ter concluído a graduação e ainda não ter começado o doutorado? 

> É capaz de se comunicar em inglês em um contexto acadêmico?

 

Então você tem o perfil que buscamos.


A 7ª Chamada Pública do Programa de Formação em Ecologia Quantitativa irá selecionar até 30 estudantes — da graduação concluída ao mestrado — de qualquer área do conhecimento. Os selecionados terão acesso a:

  • Treinamento intensivo e gratuito: curso teórico-prático com etapa presencial e possibilidade de seleção para o módulo de campo;
  • Rede: conexão com mais de 30 pesquisadores atuantes no Brasil e no exterior;
  • Logística presencial custeada: transporte, hospedagem e alimentação organizados e oferecidos diretamente pelo programa para a participação nas atividades presenciais.


Inscrições de 27 de agosto a 17 de setembro de 2026

Contato

formacao@serrapilheira.org

Edital completo

1. Sobre a formação

A Formação em Ecologia Quantitativa do Instituto Serrapilheira é um programa intensivo e interdisciplinar voltado a estudantes  — em etapas prévias ao doutorado — que buscam abordar grandes questões da ecologia contemporânea com rigor teórico e metodológico.

O programa é estruturado em duas etapas complementares:

  • Curso de verão (janeiro e fevereiro): reúne até 30 participantes para um treinamento imersivo centrado na formulação de perguntas científicas e na aplicação prática de ferramentas quantitativas (como modelagem estatística, modelagem matemática, sensoriamento remoto e aprendizado de máquina). Os alunos trabalham em diálogo contínuo com cientistas do Brasil e do exterior, conhecem suas linhas de pesquisa e exploram como diferentes abordagens quantitativas respondem a problemas ecológicos.
  • Curso de campo (julho): até 16 participantes do curso de verão são selecionados para uma imersão de três semanas em um bioma brasileiro. Em equipes interdisciplinares e sob mentoria de pesquisadores convidados, os alunos vivenciam o ciclo completo de pesquisa — desde a observação in loco e história natural até o desenho amostral, coleta de dados (incluindo o uso de hardware livre e sensores de código aberto), modelagem e síntese.

Ao final do ciclo, espera-se que os participantes estejam preparados e motivados para ingressar em programas de doutorado de referência no Brasil e no exterior. No longo prazo, buscamos consolidar uma rede diversificada, autônoma e fortemente conectada de jovens cientistas — capacitados a colaborar em grupos heterogêneos, cruzar fronteiras disciplinares e impulsionar a inovação na pesquisa ecológica.

2. Coordenação científica

Para a edição de 2027, a coordenação científica da Formação em Ecologia Quantitativa é conduzida por um comitê formado por:

Bianca Rius (CRBE/Toulouse)
Rius é ecóloga e investiga como as mudanças climáticas afetam o funcionamento de ecossistemas tropicais e a diversidade funcional, combinando modelagem de vegetação e análise de dados ecológicos. Seu foco atual é compreender como a dinâmica do lençol freático influencia a resiliência da Floresta Amazônica frente a eventos extremos de seca e inundação.

Raul Costa-Pereira (Unicamp)
Costa-Pereira combina abordagens empíricas, experimentais e de modelagem para entender como processos ecológicos que operam no nível dos indivíduos se propagam para outros níveis de organização biológica. Em sua pesquisa, estuda diversos sistemas biológicos, de leões-marinhos no Atlântico a caracóis invasores e micro-organismos em metrópoles tropicais. 

Thiago Rangel (UFG)
Rangel estuda os processos ecológicos e evolutivos que geram os padrões de diversidade biológica e cultural, com especial interesse em grandes escalas espaciais, temporais e taxonômicas. Para isso, desenvolve modelos mecanísticos que simulam cenários plausíveis e reprisam a fita da vida.

3. Cronograma

Início das inscrições
27 de agosto de 2026

Encerramento das inscrições
17 de setembro de 2026, às 16h (horário de Brasília)

Notificação de seleção para a fase de entrevistas
21 de outubro de 2026

Notificação de aceitação aos estudantes selecionados
23 de novembro de 2026

Divulgação da lista final de estudantes selecionados
7 de dezembro de 2026

Realização do curso de verão
3 de janeiro a 1 de março de 2027

Seleção para o curso de campo
Abril de 2027

Realização do curso de campo
Julho de 2027

4. O programa

Curso de verão (janeiro e fevereiro)
Carga horária: 240 horas (8 semanas em imersão total)


É um curso presencial de oito semanas, de segunda a sexta-feira, em horário integral (manhã e tarde), no IMPA Tech, na cidade do Rio de Janeiro. Nas primeiras seis semanas serão oferecidos os cursos principais:

Introdução: perguntas, modelos e escalas em ecologia
A primeira semana tem como objetivo construir coletivamente uma base conceitual comum sobre os domínios da ecologia e por que precisamos de modelos para compreender padrões e processos ecológicos que se manifestam em diferentes níveis de organização biológica, de organismos à biosfera. Os participantes terão contato com pesquisas de ponta em ecologia que transitam entre diferentes escalas espaciais e temporais e empregam um conjunto diverso de abordagens quantitativas. Para isso, a semana será organizada como um ciclo de diálogos e seminários com pesquisadores convidados, expondo os alunos à diversidade de abordagens, à organização do campo e às grandes questões que movem a ecologia contemporânea. 

Dados ecológicos e estatística
Aborda a motivação, a geração e o processamento de diferentes tipos de dados utilizados em ecologia, incluindo dados experimentais e observacionais. Os participantes serão introduzidos a princípios de delineamento amostral e inferência causal, organização e exploração de dados, e análise estatística. A parte analítica do curso foca na principal ferramenta analítica usada na ecologia, o modelo linear e suas variantes (ex. teste t, ANOVA, regressão, equações estruturais, GLM, GLMM), com foco na quantificação de relações entre variáveis e na identificação de causalidade. O curso também discutirá boas práticas na gestão e documentação de dados, reprodutibilidade e integração de múltiplas fontes de informação.

Modelagem matemática
O uso de modelos matemáticos permite investigar os mecanismos que geram padrões ecológicos observados na natureza. Neste curso, serão apresentadas diferentes ferramentas frequentemente utilizadas na elaboração destes modelos, abrangendo tanto abordagens determinísticas quanto estocásticas: equações diferenciais, equações em tempo discreto, cadeias de Markov, algoritmo de Gillespie, Equação Mestra, modelos espacialmente explícitos, autômatos celulares, teoria dos jogos e modelagem baseada em agentes. A partir dessas ferramentas, serão explorados problemas ecológicos como crescimento populacional, predação, competição, invasão, parasitismo, dinâmica em paisagens, efeito da fragmentação espacial, sucessão ecológica, adaptação e evolução. Também discutiremos os pressupostos, as limitações e o poder de previsibilidade dos modelos matemáticos aplicados a dados empíricos.

Sensoriamento remoto
Como observar e quantificar padrões ecológicos em grandes escalas espaciais e temporais? Este curso introduz as bases físicas e tecnológicas do sensoriamento remoto, com foco na aplicação prática para a ecologia. Os participantes poderão explorar diferentes tipos de sensores, fontes de dados e resoluções espaciais e temporais, além de discutir o processamento de imagens, correções, composições e extração de variáveis ecológicas. O curso terá forte componente prático, com uso de ferramentas como o Google Earth Engine para análise de dados de interesse ecológico, como índices de vegetação, uso da terra, e variáveis meteorológicas, como chuva, déficit hídrico e temperatura da superfície. Os alunos aprenderão a acessar, processar, plotar e interpretar dados de sensoriamento remoto para responder perguntas ecológicas.

Machine learning
Apresenta os fundamentos e principais abordagens de machine learning, com foco em aplicações práticas para problemas ecológicos. Serão discutidos diferentes tipos de algoritmos supervisionados e não supervisionados, incluindo florestas aleatórias, máquinas de vetores de suporte e redes neurais convolucionais. Os alunos aprenderão como preparar e dividir bases de dados, ajustar modelos, avaliar desempenho e interpretar resultados.  O curso enfatiza boas práticas como validação cruzada, prevenção de overfitting, seleção de variáveis e adaptação de modelos para aplicações geoespaciais. Aplicações em ecologia incluem classificação de uso da terra, mapeamento de espécies arbóreas e integração com dados de sensoriamento remoto.

Oficina de projetos
Fazer pesquisa exige intencionalidade na escolha e formulação de problemas científicos. A oficina oferece um conjunto de heurísticas, reflexões sobre valores cognitivos e uma visão estruturada do processo de desenvolvimento de projetos – organização de ideias, priorização, considerações sobre viabilidade, crítica, revisão. Isso orienta as discussões e exercícios de construção dos projetos que serão desenvolvidos pelos alunos durante o curso.

Imersão científica
Nas duas últimas semanas do curso de verão, os participantes vivenciarão uma imersão científica com seminários, sessões de mentoria e workshops ministrados por pesquisadores convidados. Nesse período, os grupos darão continuidade aos seus projetos sob orientação direta desses cientistas. A programação inclui também um workshop focado em storytelling e comunicação científica, preparando os alunos para estruturar e apresentar seus resultados de forma rigorosa, clara e envolvente.

 

Pesquisadores convidados (em construção):

Jordi Bascompte (Universidade de Zurique, Suíça)
Bascompte combina teoria e análise de grandes conjuntos de dados para abordar questões fundamentais na ecologia e evolução. No início de sua carreira, investigou a dimensão espacial da dinâmica de populações e comunidades, oferecendo novas abordagens para perguntas em aberto na biologia da conservação — como o número de manchas de habitat necessário para a persistência de uma metapopulação. Posteriormente, ao aplicar a teoria de redes ao estudo do mutualismo, identificou leis gerais que determinam como as interações entre espécies moldam a biodiversidade. Mais recentemente, passou a quantificar em que medida a extinção de plantas e línguas reduz os benefícios da natureza para comunidades indígenas. Bascompte é reconhecido pela Thomson Reuters como um dos cientistas mais influentes de sua área. 

Katherine Siegel (Universidade do Colorado, EUA)
Siegel é uma cientista ambiental interdisciplinar interessada na gestão sustentável de ecossistemas no contexto das mudanças ambientais. Integra dados quantitativos e qualitativos diversos para compreender os fatores de mudança em sistemas socioecológicos complexos, utilizando teorias e métodos da ciência da conservação, ecologia das mudanças globais, econometria e ciência de dados ambientais, ao mesmo tempo em que co-produz conhecimento por meio de colaborações com agências de gestão territorial. Grande parte do seu trabalho atual concentra-se nos impactos socioambientais das transformações nos regimes de incêndios florestais no oeste da América do Norte. 

Leandro Giacobelli Cosmo (Universidade de Zurique, Suíça)
Cosmo é um ecólogo teórico que busca compreender como interações ecológicas moldam a evolução e a persistência de espécies em comunidades. Para isso, combina modelagem matemática e teoria de redes complexas com dados empíricos. Atualmente, sua principal pergunta científica é entender como interações indiretas moldam a coevolução e a coexistência de espécies.

Liana Anderson (INPE/MCTI)
A pesquisa de Anderson concentra-se principalmente na gestão de riscos e impactos relacionados a incêndios florestais, além de abranger uma sólida experiência no estudo dos efeitos de extremos climáticos sobre ecossistemas e populações amazônicas.

Luiz Aragão (INPE/University of Exeter, Reino Unido)
É pesquisador na área de ecossistemas tropicais e ciências ambientais, com ênfase em sensoriamento remoto. Atua em temas como dinâmica do carbono, mudanças climáticas e ambientais, ecologia de ecossistemas e de paisagens, e monitoramento de distúrbios florestais.

Matheus Ferreira Pinheiro (USP/Esalq)
Pinheiro combina sensoriamento remoto ativo e passivo, inteligência artificial e inventários florestais para monitorar e quantificar recursos em ecossistemas florestais. Sua pesquisa foca no desenvolvimento de métodos para o mapeamento de espécies arbóreas, mensuração da diversidade florística e quantificação de estoques e sequestro de carbono em florestas tropicais. É Professor Doutor do Departamento de Ciências Florestais da ESALQ/USP e Editor Associado do periódico Forest Ecosystems

Pedro Pequeno (NUPRR-INPA)
Pequeno pesquisa ecologia evolutiva: como processos evolutivos moldam características ecológicas das espécies, e como essas características afetam sua distribuição no espaço e no tempo. Para isso, tem usado principalmente modelagem estatística de dados de campo e da literatura, com ênfase na Amazônia e em artrópodes.

Sabrina Araújo (UFPR)
Araújo trabalha com modelagem matemática aplicada à ecologia e evolução. Sua pesquisa busca compreender, por meio de modelos, os mecanismos por trás da cooperação, como as interações entre espécies impulsionam as adaptações e como as mudanças climáticas históricas influenciam os processos de especiação e extinção.

 

Curso de campo (julho)
Carga horária: 140 horas (3 semanas em imersão total)

A segunda fase do programa é voltada à aplicação prática de métodos quantitativos em um bioma brasileiro. A participação nesta etapa não é automática: será realizado um novo processo seletivo em abril de 2027 para o preenchimento de até 16 vagas.

Elegibilidade: serão elegíveis para concorrer a esse processo seletivo exclusivamente os alunos que concluíram o Curso de Verão na coorte de 2027 e os egressos das coortes de 2025 e 2026. Essa integração visa promover a troca de experiências e o fortalecimento de redes entre diferentes gerações do programa.

O que o curso oferece:

  • História natural e observação in loco: reconhecimento guiado do sistema para ancorar o desenvolvimento dos projetos na realidade ecológica do bioma. 
  • Ciclo completo de pesquisa: observação de fenômenos naturais, formulação de perguntas, desenho amostral, coleta de dados em campo, análise e síntese de resultados em equipes interdisciplinares. 
  • Ciência aberta: treinamento prático na construção de sensores ecológicos utilizando hardware de código aberto, capacitando os alunos a viabilizar projetos de baixo custo e replicar metodologias abertas.

5. Público-alvo

Buscamos estudantes e jovens pesquisadores em etapa pré-doutoral — em fase de transição da conclusão da graduação ao mestrado ou entre o mestrado e o ingresso no doutorado — procedentes de todas as áreas do conhecimento (como biologia, física, matemática, ciência da computação, engenharia, geologia, ciências ambientais, geografia, economia, entre outras). Nosso objetivo é construir uma turma verdadeiramente interdisciplinar, reunindo trajetórias diversas unidas pelo interesse comum na complexidade dos processos ecológicos.

É fundamental que os participantes tenham perfil colaborativo e disposição para o trabalho em equipe. Valorizamos pessoas movidas pela curiosidade, abertas a cruzar fronteiras disciplinares, dispostas tanto a aprender novas linguagens e metodologias quanto a compartilhar seus próprios saberes em uma troca horizontal.

6. Apoio aos estudantes selecionados

Para garantir a dedicação total dos participantes ao longo de todas as atividades, o Instituto Serrapilheira oferece apoio  financeiro na logística do curso durante as 8 semanas de duração do curso de verão:

  • Hospedagem e alimentação: o programa cobre integralmente o alojamento (todas as noites, do início ao fim do curso) e todas as refeições no Rio de Janeiro e na imersão na região serrana. 
  • Transporte e passagens: cobertura de passagens aéreas ou terrestres nacionais (ida e volta) entre a cidade de residência do estudante e o Rio de Janeiro. O deslocamento entre o Rio de Janeiro e a região serrana (ida e volta) também é totalmente coberto pelo programa.
  • Proximidade: o alojamento no Rio de Janeiro fica localizado a apenas 200 metros do local das aulas (IMPA Tech), dispensando gastos ou deslocamentos com transporte público diário. 
  • Seguro-viagem: a todos os participantes residentes fora da cidade do Rio de Janeiro será oferecido sem custo cobertura de seguro-viagem para atendimento médico-hospitalar de urgência durante todo o período do curso.

Nota: o apoio logístico para a etapa de campo é exclusivo para os candidatos efetivamente selecionados nessa etapa.

7. Condições para aceitação de inscrições

As inscrições serão aceitas mediante os seguintes critérios:

 

Etapa e local de formação acadêmica
Os candidatos devem estar cursando etapas prévias ao doutorado. Mais especificamente, devem estar no mestrado ou já tê-lo concluído (desde que ainda não tenham ingressado no doutorado). Aqueles que tenham concluído somente a graduação também são elegíveis. Pelo menos um dos graus deve ter sido concluído ou estar sendo cursado em uma instituição de ensino superior do Brasil.

Estudantes que ainda não tenham concluído a graduação não são elegíveis. 

Estudantes que estejam cursando ou já tenham concluído o doutorado também não são elegíveis.

 

Área de conhecimento
Pessoas com formação acadêmica em qualquer área de conhecimento são bem-vindas. Experiência prévia em pesquisa na área das ciências da vida não é um requisito.  

 

Ferramentas básicas
É desejável que o candidato tenha familiaridade com matemática básica, noções de cálculo e estatística, pois essas ferramentas serão utilizadas nas aulas. Também é importante ter tido contato prévio com alguma linguagem de programação, como R ou Python.

 

Idioma
Os formulários de cadastro e inscrição devem ser preenchidos em português, porém a etapa de entrevistas será realizada em inglês. Não é necessário comprovar proficiência, mas os candidatos devem ser capazes de se comunicar em inglês em um contexto acadêmico.

 

Dedicação integral
Os candidatos devem ter disponibilidade para se dedicar integralmente e de forma presencial à etapa do curso a ser realizada na cidade do Rio de Janeiro,  ao longo de toda a sua duração (prevista para  3 de janeiro a 1 de março de 2027).

 

Submissão eletrônica
As propostas devem ser submetidas eletronicamente por meio do portal do Serrapilheira no Fluxx (https://serrapilheira.fluxx.io) dentro dos prazos estabelecidos nesta chamada.

 

Histórico escolar
No histórico escolar dos candidatos deve constar a listagem das disciplinas cursadas e suas respectivas notas, além do somatório de créditos ou carga horária concluída.

Candidatos que tenham concluído a graduação mas ainda não tenham iniciado o mestrado deverão anexar ao formulário uma declaração da instituição de ensino atestando a conclusão da graduação.

Candidatos cursando ou que tenham concluído um programa de mestrado devem anexar tanto o histórico escolar da graduação quanto o do mestrado. 

 

Cartas de recomendação
Cabe ao candidato somente indicar os nomes e os e-mails de contato de dois pesquisadores que tenham concordado em fazer a recomendação, e com os quais tenha uma experiência prévia como aluno, orientando e/ou membro de equipe de pesquisa. Caso o candidato seja selecionado para a etapa de entrevistas do processo seletivo, o Serrapilheira entrará em contato com eles para estabelecer os próximos passos.

8. Como se inscrever

Abertura do portal

O portal de inscrição estará aberto de 27 de agosto de 2026 a 17 de setembro de 2026 às 16h (horário de Brasília), em https://serrapilheira.fluxx.io

 

Cadastro

Dados

  • nome
  • e-mail
  • telefone


Formulário de inscrição

Após terem completado o cadastro, os candidatos são direcionados ao formulário de inscrição, cujos campos deverão ser preenchidos no próprio sistema.

 

Dados pessoais

  • nacionalidade
  • data de nascimento
  • cidade/estado/país natal
  • gênero
  • cor/raça
  • número de telefone celular (idealmente, número usado para Whatsapp)
  • link para o curriculum vitae Lattes

Trajetória acadêmica

  • graduação, mestrado (se aplicável) e histórico escolar (PDF)
  • eventuais interrupções decorrentes de licenças médicas, de maternidade e paternidade, cuidado com outras pessoas (p. ex., enfermos, idosos, pessoas com deficiência), indicando datas de início e fim. Podem também ser informadas circunstâncias que tenham impactado o desempenho escolar e acadêmico.

Ferramentas básicas

  • Descreva seu nível de familiaridade com conceitos fundamentais em ciências da vida e ecologia, linguagem matemática, dados e estatística, e programação.

Motivações e interesses

  • Resuma sua trajetória acadêmica ou profissional. Quais foram os principais temas ou projetos em que você atuou até hoje e quais ferramentas ou métodos você mais utilizou nessas experiências? 
  • Qual é o principal limite da sua formação de origem que hoje impede você de avançar nos problemas que deseja estudar, e o que você já buscou fazer por conta própria para tentar superá-lo? 
  • Escolha uma pergunta ou fenômeno da ciência que desperta sua curiosidade. Em linhas gerais e sem se preocupar em detalhar métodos, qual seria a sua estratégia conceitual para investigar esse problema e qual é o principal risco ou incerteza que você precisaria assumir nessa abordagem? 
  • Descreva uma situação em que você precisou ler um artigo, utilizar um método ou entender um conceito de uma área totalmente diferente da sua. Qual foi a sua estratégia para decifrar aquele conteúdo e conseguir extrair algo útil para o seu trabalho? 
  • Ao encarar um novo desafio científico, algumas pessoas preferem partir de teorias consolidadas para testar hipóteses, enquanto outras preferem explorar dados brutos para procurar padrões. Como você costuma raciocinar e qual abordagem sente que precisa desenvolver mais?
  • Se você fosse forçado a escolher apenas um destes dois caminhos para toda a sua carreira – ser o maior especialista do mundo em um único modelo ou ferramenta específica, ou ser um generalista que navega por várias áreas, mas sem jamais dominar profundamente nenhuma delas – qual você preferiria? Justifique sua escolha. 
  • De que maneira concreta a participação no programa alteraria o planejamento da sua carreira nos próximos anos e qual passo você pretende dar nos dois anos após a conclusão do programa de formação em ecologia quantitativa, caso seja selecionado/a?
  • Como a diversidade e a ciência aberta fazem parte das suas atividades? Caso esses aspectos não façam parte da sua experiência, você pode mencionar isso ou refletir sobre como poderiam se relacionar ao seu trabalho.

Cartas de recomendação

Nomes e e-mails de contato de dois pesquisadores que tenham concordado em fazer a recomendação.

9. Processo de seleção

As candidaturas serão avaliadas em duas etapas por um comitê de seleção instituído pelo Instituto Serrapilheira.

 

Análise de documentação
Num primeiro momento, haverá uma verificação dos critérios de elegibilidade e, em seguida, uma pré-seleção com base nas informações fornecidas no formulário de inscrição e nos documentos submetidos.

 

Entrevista
A segunda etapa do processo seletivo consistirá em entrevistas remotas, em inglês, com os candidatos pré-selecionados. Nessa fase, serão aprofundadas as informações fornecidas no formulário de inscrição. 

Ao realizar a inscrição, o candidato concorda expressamente com a realização da mencionada entrevista e autoriza que a mesma seja registrada em áudio e vídeo com a finalidade específica de análise de seu conteúdo pelo Serrapilheira, bem como de seus examinadores e pessoas responsáveis pela seleção dos candidatos.

O material captado é de uso exclusivo do instituto.

 

Resultado
Serão convidados a participar do curso até 30 estudantes, cujos nomes serão divulgados em 7 de dezembro de 2026.

10. Considerações relevantes

Dados demográficos

Ao informar espontaneamente dados demográficos ao Serrapilheira, os candidatos são convidados e concordam expressamente em contribuir para o aperfeiçoamento das ações de estímulo à diversidade na ciência adotadas pelo instituto. O acesso a esses dados é limitado aos profissionais que participam da formulação de políticas do instituto e observa a previsão de Confidencialidade e Proteção de Dados do Código de Ética e Conduta do Serrapilheira. 

O eventual tratamento e a divulgação de dados demográficos colhidos na chamada restringem-se a uma finalidade estatística, ligada à transparência de informação por parte do instituto, sem que implique mencionar ou identificar candidatos, e sempre observados os critérios de sensibilidade, sigilo e confidencialidade dispostos na legislação legal vigente. 

A opção pelo não fornecimento dos dados demográficos não implica nem é critério de eliminação dos candidatos ao processo seletivo. Para o registro dessa opção, existe no item em questão a alternativa “não informar”. A Política de Privacidade do Serrapilheira pode ser consultada aqui.

 

Do ponto de vista jurídico 

O Serrapilheira se reserva o direito de cancelar, suspender, modificar, rever ou postergar, a qualquer momento, a seu exclusivo critério de avaliação, o processo de seleção a que se refere esta chamada, mediante simples aviso publicado nos mesmos meios de divulgação da presente chamada.A inscrição no processo de seleção é gratuita, logo,  nenhum valor ou eventual ressarcimento será devido, a qualquer título, a qualquer pessoa, incluindo, mas não se limitando a potenciais candidatos e candidatos que já tenham feito sua inscrição, em razão da participação dos mesmos no processo de seleção objeto desta chamada, em caso de cancelamento, suspensão, modificação ou postergação da mesma. 

A inscrição no processo de seleção objeto desta chamada é de integral responsabilidade dos candidatos,. Ao aderir a esta chamada, os candidatos reconhecem que cabe exclusivamente ao instituto arbitrar o processo de seleção, observados os procedimentos aqui descritos. Ao processo de deliberação e escolha dos candidatos por parte do Serrapilheira não caberá nenhum tipo de recurso, pedido de revisão ou ressarcimento de, despesas ou indenização na hipótese de não seleção dos mesmos, em qualquer fase ou etapa dos processos descritos nesta chamada. 

O Serrapilheira poderá, a qualquer tempo e independentemente de consentimento prévio do candidato, desenvolver e conduzir, direta ou indiretamente, estudos e pesquisas relativas aos trabalhos e projetos desenvolvidos nos cursos referentes a esta chamada, inclusive divulgando os resultados dos mesmos, respeitado o compromisso de confidencialidade, desde que eles já não sejam públicos ou de conhecimento geral na oportunidade dos estudos ou pesquisas, bem como a titularidade de seu(s) respectivo(s) autor(es). 

Ao enviar sua inscrição o candidato declara, de forma livre, informada e inequívoca, que consente com o tratamento de seus dados pessoais para finalidade específica, em atendimento à Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018 ou LGPD). Esse tratamento dos dados pessoais ocorrerá para possibilitar a participação dos candidatos no Curso.

 

Uma vez finalizada a seleção, o instituto poderá, observada a necessária proteção de dados, compartilhar informações sobre os candidatos selecionados, como, por exemplo, seus nomes, universidades às quais estão afiliados(as) e estados de origem. 

Reiteramos que o Serrapilheira observa as regras da LGPD quanto ao tratamento e compartilhamento de dados. 

De forma a preservar os critérios de isenção e isonomia que norteiam a análise e escolha das práticas concorrentes e como forma de prevenir potenciais conflitos de interesse e/ou infração às regras previstas no Código de Ética e Conduta do instituto, não poderão, direta ou indiretamente, habilitar-se pessoas com relações de casamento, união estável ou parentesco por consanguinidade ou afinidade, seja em linha reta, colateral ou transversal, até o segundo grau, com funcionários, diretores, membros dos Conselhos de Administração e Científico, tampouco com avaliadores ou outros prestadores de serviço contratados. A deliberada não observância dessa regra de impedimento, por qualquer candidato que se habilite, dará ao instituto, a seu exclusivo critério de conveniência e tempo, o direito de exclusão do mesmo, com a consequente rescisão contratual e cancelamento das obrigações dela decorrentes, inclusive as pecuniárias, sem que isso caracterize rescisão contratual imotivada. Exceções às regras aqui previstas devem ser decididas pelo Conselho de Administração do Serrapilheira.

Os nomes que compõem o corpo docente do curso são frutos de exaustiva pesquisa e refletem a qualidade e competência técnica e acadêmica que o Instituto Serrapilheira deseja estabelecer para o programa. Por fatores diversos e alheios à vontade das partes, porém, eventualmente alguns dos nomes indicados não poderão participar da totalidade do cronograma previsto. Nesse caso, o Instituto Serrapilheira selecionará outros nomes, sempre observando os mesmos critérios de qualidade e reconhecida competência usados na indicação dos ora indicados.

Nesta chamada