Nascido na Bahia, mas criado como goiano, Osiel Silva Gonçalves teve sua primeira mudança de cidade aos dois meses de vida. A partir daí, as evidências de uma alma nômade se acumularam: o cientista já morou em cinco estados brasileiros. Curioso por natureza, Gonçalves se identifica com o verso de Nada Sei, do Kid Abelha: “sou errante, sempre na estrada”. E o mesmo impulso curioso que leva o pesquisador a viver sempre no instante, também o levou ao universo quase invisível dos micróbios.
O pesquisador investiga a vida microbiana do solo tentando entender como esses organismos respondem às mudanças ambientais e interagem com outras espécies. Biólogo pela Universidade de Rio Verde, também é mestre e doutor em microbiologia agrícola pela Universidade Federal de Viçosa, com doutorado sanduíche na Queen’s University Belfast. O cientista também tem experiência com melhoramento genético de plantas e fez pós-doutorado na Universidade de São Paulo. Hoje é professor de microbiologia na Universidade Estadual do Centro-Oeste.
Mesmo em casa, exercita o nomadismo. O biólogo prepara pratos e comidas do mundo inteiro e viaja através deles. Experimentar sabores diferentes é uma forma de entender culturas novas e sair do próprio mundo sem deixar a casa. Sempre disposto a aprender, o cientista acrescenta também que sua nova paixão é aprender a tocar um instrumento musical.
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Para isso, serão combinados experimentos em microcosmos de solo com mensurações baseadas em isótopos estáveis, metagenômica, metatranscriptômica e modelagem computacional, a fim de compreender como esses organismos respondem a mudanças ambientais e interagem com outras espécies. Ao revelar as estratégias que sustentam esse modo de vida, o estudo busca estabelecer princípios gerais da ecologia microbiana e aprimorar a nossa capacidade de prever como os ecossistemas responderão às mudanças climáticas e a outras perturbações ambientais.
[post_title] => Por que os microrganismos de crescimento lento dominam os ecossistemas e quais regras ecológicas básicas permitem que essa “vida lenta” persista?
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