Como a previsibilidade ambiental molda a forma como os organismos evoluem?

Ciência / Ciências da Vida

Nem todo ambiente extremo é igual. As cavernas são severas, mas estáveis ao longo do tempo; já as áreas úmidas sazonais passam por constantes mudanças, com variações na disponibilidade de água, de espaço e de recursos. Este projeto investiga se essa diferença entre ambientes estáveis e instáveis afeta não apenas a forma desenvolvida pelos animais, mas também a quantidade de caminhos evolutivos disponíveis para alterá-la.

Diante disso, serão estudados peixes que colonizaram, de forma independente, cavernas e áreas úmidas sazonais no Cerrado brasileiro. Por meio de tomografias, os crânios dessas espécies serão reconstruídos em três dimensões para analisar como as diferentes partes variam em conjunto — ou seja, se alterações em uma região vêm sempre acompanhadas de mudanças em outras. Ao comparar linhagens de ambientes estáveis e instáveis, busca-se compreender se a previsibilidade do ambiente amplia ou restringe as possibilidades evolutivas disponíveis para cada espécie.

Recursos investidos

Grant 2026: R$ 480.000,00 (R$ 380.000,00 + R$ 100.000,00 de bônus opcional destinados à integração e formação de pessoas de grupos sub-representados na ciência)

Instituições

  • Universidade Federal do Paraná

Chamadas

Chamada 9
  • Temas
  • cavernas
  • cerrado
  • evolução
  • peixes