O estresse climático pode desencadear uma “dendropausa” fisiológica que leve a um risco aumentado de mortalidade em árvores gigantes da Amazônia?

Ciência / Ciências da Vida

As árvores gigantes da Amazônia armazenam grande parte do carbono da floresta e ajudam a regular o clima do planeta. No entanto, diante de secas cada vez mais intensas, algumas sobrevivem, enquanto outras morrem rapidamente. Por quê?

Este projeto investigará se a resposta reside em um mecanismo ainda pouco explorado: os hormônios vegetais. A hipótese é a de que as secas prolongadas possam comprometer a produção do ácido abscísico (ABA), hormônio responsável por controlar a perda de água pelas árvores. Caso esse sistema deixe de funcionar, a árvore entraria em um estado chamado “dendropausa”, o que a tornaria muito mais vulnerável à morte.

Para testar essa premissa, serão estudadas árvores de diferentes portes em experimentos de seca natural e induzida na Amazônia. Ao relacionar clima, hormônios e a sobrevivência das árvores, a pesquisa poderá revelar um novo mecanismo que explica a mortalidade das gigantes da Amazônia e aprimorar as previsões sobre o futuro da floresta diante das mudanças climáticas.

Recursos investidos

Grant 2026: R$ 500.000,00 (R$ 400.000,00 + R$ 100.000,00 de bônus opcional destinados à integração e formação de pessoas de grupos sub-representados na ciência)

Instituições

  • Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

Chamadas

Chamada 9
  • Temas
  • árvores gigantes
  • estresse hídrico
  • fitohormônios
  • mortalidade