Em 2024, o Serrapilheira apoiou a criação de um grupo de pesquisa transdisciplinar em ecologia tropical. A iniciativa foi parte do esforço do instituto, iniciado há alguns anos, para estudar a viabilidade de se criar um centro voltado à pesquisa e políticas públicas em ecologia e meio ambiente. Este projeto-piloto se tornou uma instituição independente, chamada Instituto Relva, que começou a ser estruturada em 2025 e é voltada à produção de ciência aplicada a políticas públicas.
A biodiversidade e as funções ecossistêmicas em biomas tropicais estão sob rápida degradação e ainda são pouco compreendidas pelos tomadores de decisão. Sendo o país com a maior biodiversidade do mundo, o Brasil tem potencial para se tornar referência global em ciência para a ecologia tropical, promovendo soluções científicas inovadoras para desafios ambientais urgentes.
O grupo de pesquisa do projeto-piloto incluiu especialistas da hidrologia, biodiversidade, ecologia, matemática, clima, arqueologia, antropologia, políticas públicas, economia e comunicação. Um de seus projetos é uma plataforma geoespacial online com dados de valoração de serviços ecossistêmicos relacionados à água, à biodiversidade e ao carbono, que segue sendo desenvolvida no Instituto Relva.
Ao longo de 2024, o grupo, que reuniu 13 cientistas, trabalhou em duas frentes diferentes. Uma delas se dedicou a identificar as principais lacunas de conhecimento e eixos estratégicos do centro no longo prazo, enquanto a outra se concentrou em sínteses com resultados mais imediatos.
















