Carine Santana Silva

Ciências da Vida

A pesquisadora Carine Santana Silva cresceu perto do mar, mas foi só na universidade que descobriu que ele guarda registros importantes da história do planeta e dos impactos que produzimos sobre ele. Oceanógrafa pela Universidade Federal da Bahia, a cientista também é mestre em geoquímica e doutora em geologia marinha pela mesma instituição. Construiu a carreira investigando como poluentes se comportam em ambientes costeiros. No caminho, porém, o ensino ganhou um espaço tão importante quanto o laboratório. Na sala de aula, seu trabalho continua por meio das pessoas que ajuda a formar. E a satisfação de contribuir para a formação de novos profissionais tem o mesmo peso que a descoberta produzida pela investigação científica. 

Seu projeto é estudar os manguezais que crescem sobre sedimentos de origem recifal, e investigar o desempenho desses ecossistemas em um cenário de contaminação, para comparar com os dados já conhecidos de manguezais formados por sedimentos trazidos de rios. 

Para descansar, a oceanógrafa recorre a prazeres que parecem ter escapado de outra época. Prefere o som de um vinil à luz baixa, uma caminhada por trilhas, uma rodada de cartas com as amigas ou aquelas conversas de mesa de bar que se prolongam sem que ninguém tenha pressa de ir embora. Com o filho, encontra outro jeito de olhar para o cotidiano. Nas pequenas descobertas compartilhadas, percebe que aquela curiosidade espontânea da infância não está tão distante da que a leva, todos os dias, a fazer ciência.

Chamadas

Chamada conjunta de apoio a pós-docs negros e indígenas em ecologia nº 4
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Na costa da Bahia e em outras regiões, ocorrem manguezais que se desenvolvem sobre sedimentos de origem recifal, o que configura ambientes muito distintos. A pesquisa investiga se essas diferenças alteram o destino do petróleo, ao comparar como o poluente é retido, transformado ou transportado. Os resultados poderão aprimorar as estratégias de proteção e de recuperação da zona costeira após derramamentos de petróleo.
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Projetos

Ambientes de manguezal conectados a recifes de corais mudam o destino do petróleo derramado na paisagem costeira?
Ciência / Ciências da Vida

Quando um derramamento de petróleo atinge a costa, qual é o destino desse poluente? Ele permanece retido no manguezal ou pode se dispersar por outros ambientes, como os recifes de coral? Este projeto busca responder a essa questão. Hoje, acredita-se que os manguezais funcionem como uma barreira natural, sendo capazes de reter e de degradar parte dos contaminantes antes que se dispersem. No entanto, essa premissa foi construída a partir de estudos em manguezais formados por sedimentos de origem fluvial.

Na costa da Bahia e em outras regiões, ocorrem manguezais que se desenvolvem sobre sedimentos de origem recifal, o que configura ambientes muito distintos. A pesquisa investiga se essas diferenças alteram o destino do petróleo, ao comparar como o poluente é retido, transformado ou transportado. Os resultados poderão aprimorar as estratégias de proteção e de recuperação da zona costeira após derramamentos de petróleo.

Recursos investidos

Grant 2026: R$ 150.000,00

Instituições

  • Universidade Federal da Bahia