Fabricio Albuquerque

Ciências da Vida

Indígena do povo Potiguara, da aldeia Sagi Trabanda, no Rio Grande do Norte, Fabricio Albuquerque é filho de pescador e sua infância foi repleta de aventuras nos recifes de arenito, brincadeiras entre as raízes dos mangues e desenhos na areia da praia. Passar os dias correndo, pescando e explorando esses ambientes moldou seu interesse pela biodiversidade marinha, um interesse que mais tarde seria carreira: graduação em ecologia na Universidade Federal da Paraíba, além do mestrado e doutorado em ecologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 

Apaixonado por futevôlei, hoje o cientista ainda passa seus dias de folga na praia, de preferência na companhia de um bom reggae. Foi assim, com os pés na areia, e ainda desenhando linhas e círculos no chão, que parte das ideias do seu projeto atual nasceram. 

No papel, as linhas de areia se convertem em redes de interações que sustentam a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas. As espécies não vivem isoladas, e quando uma desaparece, outras podem ser afetadas em cascata, comprometendo não só a biodiversidade, mas também os benefícios que as pessoas tiram da natureza. O ecólogo investiga como a perda de espécies de peixes pode afetar comunidades tradicionais que dependem dos ecossistemas marinhos para alimentação, renda e identidade cultural. 

Do menino que explorava os mangues ao ecólogo que estuda suas conexões, há uma continuidade simples: a vontade de entender como a vida se sustenta em conjunto.

Chamadas

Chamada conjunta de apoio a pós-docs negros e indígenas em ecologia nº 4
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Este projeto investigará como a perda de espécies de peixes pode afetar comunidades tradicionais que dependem dos ecossistemas marinhos para a alimentação, para a geração de renda e para a preservação de sua identidade cultural. Para isso, serão combinadas análises de DNA metabarcoding, dados sobre a dieta e sobre os atributos dos peixes com entrevistas realizadas em comunidades pesqueiras. Em seguida, esses dados serão integrados em modelos computacionais que simulam diferentes cenários de perda de espécies.

O objetivo é identificar quais espécies e interações são fundamentais para manter tanto o funcionamento dos ecossistemas quanto os serviços providos às pessoas, o que permitirá antecipar vulnerabilidades antes que ocorram colapsos ecológicos e sociais.
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Projetos

Como a perda de espécies pode afetar os benefícios que a natureza oferece às pessoas?
Ciência / Ciências da Vida

As espécies não vivem isoladas; elas formam redes de interações que sustentam a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas. Dessa forma, quando uma espécie desaparece, outras podem ser afetadas em cascata, o que compromete não apenas a biodiversidade, mas também os benefícios que a sociedade obtém da natureza.

Este projeto investigará como a perda de espécies de peixes pode afetar comunidades tradicionais que dependem dos ecossistemas marinhos para a alimentação, para a geração de renda e para a preservação de sua identidade cultural. Para isso, serão combinadas análises de DNA metabarcoding, dados sobre a dieta e sobre os atributos dos peixes com entrevistas realizadas em comunidades pesqueiras. Em seguida, esses dados serão integrados em modelos computacionais que simulam diferentes cenários de perda de espécies.

O objetivo é identificar quais espécies e interações são fundamentais para manter tanto o funcionamento dos ecossistemas quanto os serviços providos às pessoas, o que permitirá antecipar vulnerabilidades antes que ocorram colapsos ecológicos e sociais.

Recursos investidos

Grant 2026: R$ 150.000,00

Instituições

  • Universidade Estadual de Santa Cruz