Luiz Gustavo Possato

Química

A infância de Luiz Gustavo Possato foi dividida entre Araraquara, onde nasceu, e Santa Lúcia, cidade de cerca de 5 mil habitantes no interior paulista, onde cresceu como o caçula de três irmãos. Contudo, depois de uma experiência de trabalho de um ano em Paris, o cientista descobriu um lado seu até então desconhecido: o bon vivant. A experiência na Cidade das Luzes ampliou seu gosto pela boa comida, pelas viagens e, principalmente, por compartilhar essas experiências com a família e os amigos.

Levado à França para um período de pós-doutorado no SOLEIL (Source Optimisée de Lumière d’Énergie Intermédiaire du LURE), Possato se graduou e fez o mestrado e doutorado em física pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Hoje seus interesses são os catalisadores, materiais que aceleram reações químicas essenciais para a produção de energia, hidrogênio e o aproveitamento de CO2. Seu projeto investiga catalisadores de níquel e céria, e tem potencial para melhorar a eficiência na produção e no projeto desses materiais.

Há quase oito anos é casado e também divide a casa com Cristal e Pipoca, as duas cachorras da família. A música ocupa outro espaço importante: o físico gosta de tocar guitarra e, quando quer se desligar do trabalho, prefere programas simples, como assistir a vídeos engraçados no YouTube ao lado da família. Cerveja gelada e churrasco completam o repertório, especialmente quando servem de pretexto para juntar todo mundo à mesa.

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O projeto investigará essa questão em catalisadores de níquel e céria, ao acompanhar em tempo real as mudanças no material durante a conversão de CO2. Ao interromper e reiniciar as reações de forma controlada, será possível observar se os sinais associados às vacâncias permanecem ou desaparecem. Os resultados podem mudar a forma como entendemos e projetamos catalisadores mais eficientes.
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Projetos

As vacâncias de oxigênio realmente existem como defeitos estáveis em materiais catalíticos?
Ciência / Química

Catalisadores são materiais que aceleram reações químicas e estão presentes em processos importantes, como a produção de energia e de hidrogênio, e o aproveitamento de CO2. Em muitos catalisadores à base de óxidos, acredita-se que a ausência de alguns átomos de oxigênio na estrutura, as chamadas “vacâncias de oxigênio”, seja essencial para o seu funcionamento. No entanto, essas vacâncias realmente existem de forma estável ou aparecem apenas enquanto a reação acontece?

O projeto investigará essa questão em catalisadores de níquel e céria, ao acompanhar em tempo real as mudanças no material durante a conversão de CO2. Ao interromper e reiniciar as reações de forma controlada, será possível observar se os sinais associados às vacâncias permanecem ou desaparecem. Os resultados podem mudar a forma como entendemos e projetamos catalisadores mais eficientes.

Recursos investidos

Grant 2026: R$ 550.000,00 (R$ 450.000,00 + R$ 100.000,00 de bônus opcional destinados à integração e formação de pessoas de grupos sub-representados na ciência)

Instituições

  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho