Sabrina Santana

Ciências da Vida

Quando a bancada dá lugar à estrada, a bióloga Sabrina Santana troca o microscópio pela câmera: gosta de fotografar e de viajar, sempre em busca de paisagens e momentos para registrar, uma desculpa perfeita para caminhar sem rumo e reparar nos detalhes que a rotina esconde. Foi essa atenção aos panoramas naturais que a conduziu pelo caminho das paisagens agrícolas. 

De fragmentos naturais ricos em interações a monoculturas simplificadas, as paisagens agrícolas da Bahia podem criar ambientes de forte pressão seletiva com potencial de acelerar a evolução e a transmissão de vírus. A bióloga investiga essa hipótese usando sequenciamento genético e análise de redes ecológicas.

Biotecnologista e mestre em microbiologia pela Universidade Federal da Bahia, a cientista também é doutora em genética e biologia molecular pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Parte da formação foi feita na Universidade de Copenhague, em um período sanduíche. 

Aprender faz parte de sua maneira de estar no mundo. Pode ser uma língua nova, uma receita ou a história por trás de uma cidade; qualquer oportunidade de descobrir algo desperta seu interesse. Em Copenhague, esse impulso ganhou duas rodas e a levou a percorrer a cidade de bicicleta, mesmo sob o frio glacial. No laboratório, a pesquisadora procura entender como os vírus passam de uma espécie a outra. Na vida pessoal, mantém o mesmo impulso de atravessar fronteiras, desta vez, por escolha própria e quase sempre movida pela vontade de conhecer o que vem depois.

Chamadas

Chamada conjunta de apoio a pós-docs negros e indígenas em ecologia nº 4
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Por meio do sequenciamento e da análise de redes ecológicas, é possível comparar comunidades de abelhas em fragmentos naturais, em agroflorestas e em monoculturas, com o intuito de testar se a simplificação das interações ecológicas favorece o surgimento de linhagens virais mais transmissíveis ou virulentas. O estudo busca integrar dados sobre a estrutura da comunidade, a carga viral e a diversidade genômica em um modelo preditivo que mapeie os cenários nos quais o vírus apresenta maior probabilidade de saltar para novas espécies. Dessa forma, visa-se responder à seguinte pergunta: como o uso da terra e a comunidade de insetos polinizadores moldam o surgimento e a transferência de vírus?
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Projetos

Como o uso da terra e a comunidade de insetos polinizadores moldam o surgimento e a transferência de vírus?
Ciência / Ciências da Vida

As paisagens agrícolas na Bahia variam desde fragmentos naturais ricos em interações até monoculturas altamente simplificadas. Essa perda de diversidade de plantas, de polinizadores e de outros invertebrados pode não apenas reduzir a biodiversidade, mas também criar ambientes de forte pressão seletiva que aceleram a evolução e a transmissão de vírus, como o vírus da asa deformada (DWV).

Por meio do sequenciamento e da análise de redes ecológicas, é possível comparar comunidades de abelhas em fragmentos naturais, em agroflorestas e em monoculturas, com o intuito de testar se a simplificação das interações ecológicas favorece o surgimento de linhagens virais mais transmissíveis ou virulentas. O estudo busca integrar dados sobre a estrutura da comunidade, a carga viral e a diversidade genômica em um modelo preditivo que mapeie os cenários nos quais o vírus apresenta maior probabilidade de saltar para novas espécies. Dessa forma, visa-se responder à seguinte pergunta: como o uso da terra e a comunidade de insetos polinizadores moldam o surgimento e a transferência de vírus?

Recursos investidos

Grant 2026: R$ 150.000,00

Instituições

  • Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (BA)