Tamara Rodrigues

Ciências da Vida

Nascida em Crateús, no sertão do Ceará, filha de dois professores, Tamara Rodrigues cresceu em uma casa onde aprender era o verdadeiro valor cultivado. Por isso, a curiosidade científica veio cedo. Formada em farmácia pela Universidade Federal do Ceará, a cientista se encantou pela imunologia durante um intercâmbio na Universidade da Pensilvânia, e perseguiu a fascinação em um mestrado em imunologia na Universidade de São Paulo, onde também obteve seu título de doutora em ciência. Recebeu em 2023 o Prêmio Tese Destaque, na 12ª edição do evento. 

Foi durante a pandemia da COVID, entre a angústia e o desconhecido, que sua mente de cientista começou a se perguntar: por que algumas infecções virais desaparecem sem deixar rastro, enquanto outras deixam sequelas neurológicas que persistem por meses? Hoje docente na Universidade Federal de Santa Catarina, a cientista explora a barreira hematoencefálica como hipótese para responder a sua dúvida. Essa estrutura, que protege o cérebro e regula a comunicação entre o sangue e o sistema nervoso, pode ser a chave para entender porque algumas infecções deixam consequências prolongadas no organismo. 

Fora dos laboratórios, a imunologista gosta de estar com a família, caminhar na natureza, conhecer cachoeiras e aproveitar o mar, sempre com uma música de fundo.

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Este projeto parte da premissa de que a resposta pode residir não apenas no cérebro, mas também na barreira hematoencefálica, a estrutura que o protege e controla a comunicação entre o sangue e o sistema nervoso. A hipótese é a de que essa barreira participe ativamente da resposta inflamatória e ajude a determinar se ela será resolvida ou se persistirá após uma infecção viral.

Para investigar essa questão, o projeto analisa diferentes infecções virais por meio de dados de amostras humanas e de modelos experimentais que reproduzem a barreira de proteção do cérebro. Com essa abordagem, busca-se identificar os mecanismos que determinam por que algumas doenças deixam sequelas neurológicas persistentes, enquanto outras são completamente resolvidas.
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Projetos

Por que alguns vírus deixam sequelas neurológicas persistentes?
Ciência / Ciências da Vida

Algumas infecções virais desaparecem sem deixar consequências. Outras, como a COVID-19, podem desencadear sintomas neurológicos persistentes, incluindo alterações de memória, de atenção e de concentração. Os motivos para isso, contudo, ainda não são totalmente compreendidos.

Este projeto parte da premissa de que a resposta pode residir não apenas no cérebro, mas também na barreira hematoencefálica, a estrutura que o protege e controla a comunicação entre o sangue e o sistema nervoso. A hipótese é a de que essa barreira participe ativamente da resposta inflamatória e ajude a determinar se ela será resolvida ou se persistirá após uma infecção viral.

Para investigar essa questão, o projeto analisa diferentes infecções virais por meio de dados de amostras humanas e de modelos experimentais que reproduzem a barreira de proteção do cérebro. Com essa abordagem, busca-se identificar os mecanismos que determinam por que algumas doenças deixam sequelas neurológicas persistentes, enquanto outras são completamente resolvidas.

Recursos investidos

Grant 2026: R$ 550.000,00 (R$ 450.000,00 + R$ 100.000,00 de bônus opcional destinados à integração e formação de pessoas de grupos sub-representados na ciência)

Instituições

  • Universidade Federal de Santa Catarina