Em estudo na Nature, pesquisadores defendem inclusão dos ecossistemas em acordo global

Pedro Lira

Representantes de mais de 190 países irão se encontrar na próxima semana para definir um novo acordo global de proteção do meio ambiente para a década de 2020. O grupo, signatário da  Convenção da Diversidade Biológica (CDB) das Nações Unidas, criada na Rio-92, negocia também objetivos a serem atingidos até 2050.

Tendo em vista a importância do encontro para a preservação da vida na Terra, pesquisadores publicaram nesta terça-feira, 18, um texto na revista científica Nature em defesa da inclusão dos ecossistemas no acordo global. A última reunião, de 2010, cobria metas apenas para espécies e diversidade genética, sem definir objetivos específicos voltados aos ecossistemas.  “É uma janela de oportunidade fundamental para mudar a trajetória da vida no planeta, que está em declínio acentuado devido à ação humana”, afirma Bernardo Strassburg, diretor executivo do Instituto Internacional para a Sustentabilidade e grantee do Serrapilheira na 1ª Chamada Pública, um dos co-autores do estudo. 

Os ecossistemas são responsáveis pela provisão de água limpa, o controle de pragas, a polinização da agricultura, a regulação do clima global, entre outros. Por isso, sua conservação também é parte dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. “A Mata Atlântica do litoral do nordeste brasileiro e a Mata Atlântica das montanhas de Itatiaia [no estado do Rio de Janeiro], por exemplo, são ecossistemas completamente diferentes, ainda que dentro de um mesmo bioma. A conservação de um não substitui a conservação do outro”, defende Strassburg.

A publicação oficial pode ser lida neste link.