Victor Felix

Ciências da Vida

O trabalho de Victor Felix emerge como uma força de integração dos saberes sobre o solo, somando a sabedoria indígena ao conhecimento científico e tradicional sobre o tema. Habitante da cidade paraibana de Baía da Traição e descendente do povo Potiguara neste estado, Felix quer ampliar a ecologia de saberes sobre o solo validando o conhecimento que os povos tradicionais possuem sobre seus territórios. É um projeto que dá mais relevo à pedologia, mas também fortalece a voz das comunidades indígenas, reconhecendo sua sabedoria ancestral e sua autonomia para decidir e escolher os caminhos em seus próprios territórios. Uma contribuição inestimável para um mundo mais sustentável e equitativo.

Graduado em tecnologia em agroecologia pelo Instituto Federal da Paraíba, ele também é mestre e doutor em ciência do solo pela Universidade Federal da Paraíba. Combinando saberes tradicionais e acadêmicos para a construção de sistemas mais sustentáveis e resilientes, o trabalho do agroecologista não se limita ao laboratório ou às universidades; há dois anos Felix lidera projetos socioambientais em uma aldeia Potiguara, evidenciando seu compromisso com a comunidade e a preservação do conhecimento tradicional.

Chamadas

Chamada conjunta de apoio a pós-docs negros e indígenas em ecologia nº 1
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            [post_content] => O objetivo do projeto é conectar experiências de comunicação e educação intercultural do Selvagem - Ciclo de Estudos sobre a Vida, projetos científicos sobre ecologia, ciências do solo, sustentabilidade e conhecimentos indígenas na Paraíba, e os esforços de reconexão do povo Potiguara com sua língua originária.

Propõe-se a produção de materiais de comunicação científica e educação por meio de oficinas estruturantes de uma Escola Viva Potiguara, inspirada em iniciativas similares de fortalecimento dos saberes indígenas. O projeto contará com a colaboração de bolsistas do Serapilheira na Terra Indígena Potiguara e no Campus IV da UFPB, onde membros do Selvagem promoverão oficinas para produzir um caderno focado na transformação biocultural da Terra Indígena Potiguara, integrando a restauração da biodiversidade e dos ecossistemas com o resgate cultural através da reconexão com a língua originária.
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Projetos

A ecologia de saberes sobre o solo pode contribuir com o avanço da ciência do solo e os desafios globais?
Ciência / Diversidade na ciência

As populações indígenas e tradicionais possuem um acurado conhecimento sobre seus territórios, e o campo da etnopedologia estuda esse conhecimento sobre o recurso natural “solo”. O projeto visa validar a produção de conhecimento oriunda das comunidades indígenas, contribuindo para a realização de mapeamentos de solos mais detalhados e possibilitando a construção de agroecossistemas mais sustentáveis e resilientes frente à crise climática. Além disso, fortalece a necessidade de considerar as populações indígenas na tomada de decisão sobre a gestão dos seus territórios e na produção de conhecimento, indo de encontro, portanto, ao colonialismo científico existente.

Recursos investidos

Grant Serrapilheira 2023: R$ 100.000,00
Grant Faperj 2023: R$ 700.000,00

Instituições

  • Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS)/Fiocruz
Plantando uma Escola Viva Potiguara: diálogos interculturais conectando ecologia e revitalização da língua originária
Arte/Educação, Ciências da Vida

O objetivo do projeto é conectar experiências de comunicação e educação intercultural do Selvagem – Ciclo de Estudos sobre a Vida, projetos científicos sobre ecologia, ciências do solo, sustentabilidade e conhecimentos indígenas na Paraíba, e os esforços de reconexão do povo Potiguara com sua língua originária.

Propõe-se a produção de materiais de comunicação científica e educação por meio de oficinas estruturantes de uma Escola Viva Potiguara, inspirada em iniciativas similares de fortalecimento dos saberes indígenas. O projeto contará com a colaboração de bolsistas do Serapilheira na Terra Indígena Potiguara e no Campus IV da UFPB, onde membros do Selvagem promoverão oficinas para produzir um caderno focado na transformação biocultural da Terra Indígena Potiguara, integrando a restauração da biodiversidade e dos ecossistemas com o resgate cultural através da reconexão com a língua originária.

Recursos investidos

Grant 2024: R$31.800,00