Por que alguns vírus deixam sequelas neurológicas persistentes?

Ciência / Ciências da Vida

Algumas infecções virais desaparecem sem deixar consequências. Outras, como a COVID-19, podem desencadear sintomas neurológicos persistentes, incluindo alterações de memória, de atenção e de concentração. Os motivos para isso, contudo, ainda não são totalmente compreendidos.

Este projeto parte da premissa de que a resposta pode residir não apenas no cérebro, mas também na barreira hematoencefálica, a estrutura que o protege e controla a comunicação entre o sangue e o sistema nervoso. A hipótese é a de que essa barreira participe ativamente da resposta inflamatória e ajude a determinar se ela será resolvida ou se persistirá após uma infecção viral.

Para investigar essa questão, o projeto analisa diferentes infecções virais por meio de dados de amostras humanas e de modelos experimentais que reproduzem a barreira de proteção do cérebro. Com essa abordagem, busca-se identificar os mecanismos que determinam por que algumas doenças deixam sequelas neurológicas persistentes, enquanto outras são completamente resolvidas.

Recursos investidos

Grant 2026: R$ 550.000,00 (R$ 450.000,00 + R$ 100.000,00 de bônus opcional destinados à integração e formação de pessoas de grupos sub-representados na ciência)

Instituições

  • Universidade Federal de Santa Catarina

Chamadas

Chamada 9
  • Temas
  • infecção viral
  • sequela
  • vírus