Coda.Br abordará visualização de dados e criptografia

Imagem: divulgação/ Coda.br

Clarice Cudischevitch

A visualização de dados tem implicações diretas em muitas áreas, da ciência ao jornalismo. A importância do tema levou o Instituto Serrapilheira a patrocinar a participação da pesquisadora-sênior do Google Fernanda Viégas, referência mundial da área, na Conferência Anual de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais, o Coda.Br. O evento acontece nestes sábado e domingo (10 e 11), em São Paulo.

No sábado, Fernanda Viégas, líder de um grupo de pesquisa do Google sobre inteligência artificial, participará de mesa redonda e fará palestra. Ela vai abordar como técnicas de machine learning desempenham papel cada vez mais influente em nosso dia a dia e envolvem questões éticas e legais. Para saber mais, confira matéria sobre o trabalho da pesquisadora.

Além da participação de Viégas, o Serrapilheira patrocina a vinda do jornalista e desenvolvedor de aplicativos Jeremy Merril, da ProPublica, organização norte-americana sem fins lucrativos. Ele usa programação para construir ferramentas e coletar dados inéditos, usando aprendizado de máquina e processamento de linguagem natural.

Merril participou do desenvolvimento do premiado projeto “Dollar for Docs”, que investigou a influência da indústria farmacêutica em médicos americanos e estruturou a mais abrangente base de dados sobre conflitos de interesse em medicina nos EUA.

No Coda.Br, Merril integrará uma mesa-redonda no sábado e fará palestra no dia seguinte, em que abordará estratégias para lidar com a indisponibilidade de dados e técnicas para verificar criptograficamente a autenticidade de e-mails.

“Nosso foco é aproximar assuntos de interesse da ciência das técnicas mais contemporâneas da comunicação”, afirma a diretora de Divulgação Científica do Serrapilheira, Natasha Felizi. “A ciência produz muitos dados e precisamos de boas ferramentas pra lidar com eles. Assim como no jornalismo essas ferramentas têm se provado cada vez mais relevantes pra construir boas narrativas, o mesmo pode vale para a ciência.”

“Cada vez mais, as ciências vêm utilizando bases de dados e estatística avançada para compor as pesquisas”, disse a organizadora do Coda.Br e diretora da organização Open Knowledge Brasil, Natália Mazotte.

A conferência é organizada pela Escola de Dados para reunir os interessados em jornalismo de dados e métodos digitais. Será a terceira edição do evento, que oferece dezenas de workshops e palestras e costuma atrair profissionais de perfis variados.