Danilo Neves

Ciências da Vida

O ecólogo Danilo Neves é original dos cerrados de Goiás, mas foi na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul que estudou ciências biológicas. Lá, ele também completou o mestrado em biologia vegetal. O doutorado, na mesma área, ocorreu na Universidade Federal de Minas Gerais, com período sanduíche no Jardim Botânico Real de Edimburgo. Depois, Neves voltou à instituição escocesa para o pós-doutorado. Além dela, o ecólogo completou pós-docs em duas outras instituições: na Universidade do Arizona, Estados Unidos, e no Jardim Botânico Real de Kew, Inglaterra. Ele retornou à UFMG para assumir um cargo de docência no Departamento de Botânica. Seu tempo livre é gasto percorrendo trilhas e vivendo em meio à natureza. 

 

Projetos

Entendendo o impacto de fatores antrópicos e climáticos sobre a evolução de paisagens amazônicas
Ciências da Vida, Geociências

O objetivo deste projeto é entender o impacto das sociedades humanas e os legados antrópicos e climáticos na biodiversidade e evolução das paisagens amazônicas ao longo dos últimos milênios. Utilizando a infraestrutura de escavações arqueológicas em sambaquis, pretende-se desenvolver uma abordagem interdisciplinar para analisar plantas, moluscos, fauna vertebrada e sedimentos. Serão comparadas a biodiversidade ao redor dos sambaquis com dados de outras áreas da Amazônia, buscando evidências de mudanças climáticas focadas na precipitação para discriminar os efeitos das pressões naturais e humanas sobre a paisagem.

Recursos investidos

Grant 2022: R$ 31.915,00
Evolução de nicho em biomas tropicais e suas consequências
Ciência / Ciências da Vida

Por que existem tantas espécies de plantas nas regiões tropicais? Essa talvez foi a pergunta que mais motivou os trabalhos fundamentais de naturalistas como Alexander von Humboldt e Charles Darwin. Cerca de dois séculos após esses trabalhos fundamentais, ainda sabemos muito pouco sobre os processos que criaram os padrões de diversidade que observamos hoje em dia. Em um primeiro estágio, esse projeto visa gerar informações ecológicas para centenas de espécies de plantas que ocorrem no Brasil, e aperfeiçoar modelos matemáticos e teorias ecológicas sobre biodiversidade. Posteriormente, vamos integrar esses novos modelos e dados ecológicos com ferramentas que representam o estado da arte em bioinformática e genética de plantas, para então testarmos hipóteses sobre os processos de diversificação e manutenção da biodiversidade em ecossistemas ameaçados, como os campos rupestres da Chapada da Diamantina e os inselbergs (ou pães-de-açucar) do sudeste brasileiro.

Recursos investidos

1ª fase: R$ 100.000,00
2ª fase: R$ 1.000.000,00 (R$ 700.000,00 + R$ 300.000,00 de bônus opcional destinados à integração e formação de pessoas de grupos sub-representados na ciência)

Instituições

  • Universidade Federal de Minas Gerais

Chamadas

Chamada 3
  • Temas
  • biodiversidade
  • biomas tropicais
  • Ecossistemas ameaçados