Eduardo Zimmer

Ciências da Vida

Eduardo Zimmer vem de uma tradição de farmacêuticos: seu pai já recebeu um prêmio do conselho regional de farmácia por ter a família com maior número de pessoas nessa profissão. Para aprimorar a aptidão familiar, ele buscou o mestrado e doutorado em bioquímica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde também cursou a graduação. Durante o doutorado-sanduíche esteve dois anos no Canadá, na Universidade McGill. O vínculo se converteu em um convite para professor visitante no Centro McGill de Estudo do Envelhecimento, em 2018. 

Seu projeto ajuda a esclarecer o papel de uma estrutura conhecida, mas de função ainda obscura: o astrócito – em especial, a participação desta célula neurológica na vulnerabilidade do cérebro humano. Enquanto ele planeja a investigação do córtex de uma baleia, ele e a companheira Fabiana também se divertem cuidando de Baleia, a cadelinha apelidada em homenagem ao livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. Atualmente, Zimmer é docente de farmacologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 

 

Projetos

As origens da vulnerabilidade e resistência à neurodegeneração em mamíferos
Ciência / Ciências da Vida

O cérebro é conservado entre os mamíferos em formato, constituição celular e função. Entretanto, o cérebro humano é mais vulnerável à neurodegeneração, principal característica das doenças do envelhecimento como a doença de Alzheimer. De fato, outros mamíferos, como cachorros e macacos, parecem ser mais resistentes à neurodegeneração. A pergunta fundamental desse projeto é: o que torna o cérebro humano mais suscetível à neurodegeneração? Podemos observar que as regiões do cérebro humano mais vulneráveis à esse mal são ricas em um tipo celular estrelado: o astrócito. Os astrócitos foram por muitos anos considerados parceiros secundários dos neurônios, mas atualmente acredita-se que eles são fundamentais para o desempenho de tarefas cognitivas complexas. Baseado nessas considerações, nós hipotetizamos que os astrócitos sejam os responsáveis pela vulnerabilidade do cérebro humano à neurodegeneração. Assim, nesse projeto buscamos caracterizar os astrócitos em diferentes mamíferos, visando desvendar a causa da vulnerabilidade do cérebro humano à neurodegeneração e, assim, contribuir para o entendimento dessas doenças. 

Recursos investidos

R$ 100.000,00

Instituições

  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Temas
  • cérebro
  • mamíferos
  • nerodegenerativas