Vânia Pankievicz

Ciências da Vida

A bióloga Vania Pankievicz investiga como o nitrogênio é absorvido pelos vegetais. Seu estudo pode ser uma maneira eficiente de melhorar a absorção de um elemento que é vital, porém limitado. Graduada em ciências biológicas pela Universidade de Brasília, Pankievicz é mestre e doutora em bioquímica pela Universidade Federal do Paraná. Após dois períodos de pós-doutorado na UFPR, ela fez um terceiro pós-doc na Universidade de Wisconsin, Estados Unidos. 

Co-fundadora da GoGenetic, empresa de biotecnologia incubada na Universidade Federal do Paraná, sua rotina fora da pesquisa inclui tomar bastante café e fazer bolos com a filha Helena. Ela também gosta de se locomover pela cidade em seu meio de transporte favorito: a bicicleta. 

Projetos

Entendendo o papel do microbioma no fluxo de nitrogênio de solos sustentáveis, acoplando sequenciamento de DNA e estudo de isótopo estável 15N
Ciências da Vida

Como a fixação biológica de nitrogênio (N) contribui para as culturas de cereais?  O N2 é um componente essencial da vida, necessário para a construção de proteínas e DNA e, apesar de abundante na atmosfera (78%), apenas reservas limitadas de nitrogênio inorgânico do solo são acessíveis às plantas, principalmente na forma de nitrato e amônio. Existem três principais fontes desse nutriente. A primeira é cíclica e natural, as plantas reutilizam o N dos compostos orgânicos de seres em decomposição. A segunda, e mais nociva, trata-se da adição de fertilizantes em culturas agrícolas. E o terceiro, objeto do nosso estudo, é a fixação biológica, em que bactérias convertem o N2 em amônio. Bactérias têm fixado nitrogênio atmosférico por centenas de milhões de anos. Essa fixação biológica é responsável por grande parte da entrada de nitrogênio dos sistemas naturais. As bactérias captam o gás, acoplam-se nas raízes das plantas e fixam o N, ou seja, o transforma numa forma assimilável pela planta, o que beneficia o crescimento vegetal. No nosso projeto vamos comparar a atividade microbiana que ocorre nas culturas de milho com àquela de campos nativos da mata-atlântica, pouco se sabe como essas plantas absorvem esse N, queremos descobrir se há microrganismos fixadores e quanto desse N é realmente aproveitado pela planta. A resposta dessa pergunta pode, no futuro, contribuir com a fertilização biológica dessas culturas, assim como já acontece com a soja.

Recursos investidos

R$ 100.000,00

Instituições

  • GoGenetic (PR)
  • Temas
  • bactérias
  • culturas de cereais
  • nitrogênio