Programa de Formação em Ecologia Quantitativa

Programa de Formação em Ecologia Quantitativa

Primeiro programa do Serrapilheira voltado a estudantes nas etapas prévias ao doutorado, a Formação tem o objetivo de preparar futuros cientistas para a pesquisa em ecologia com foco no uso de matemática, física e ciência da computação. O curso presencial, com duração de dois meses, acontece nas instalações do ICTP-SAIFR, em São Paulo. Os alunos aprendem sobre métodos quantitativos para resolver questões da vanguarda da ecologia, aproveitando o potencial do Brasil – o país que abriga a maior biodiversidade do planeta – para criar, em longo prazo, uma geração de jovens cientistas altamente qualificada para lidar com seus desafios.

Realizado em parceria com o Instituto Sul-Americano para Pesquisa Fundamental (ICTP-SAIFR), o programa reúne professores que são referências globais em suas áreas de pesquisa para abordar tópicos que vão da genética moderna à ecologia comportamental. A ideia é que, após a conclusão da formação, os alunos estejam aptos para disputar vagas em centros de pesquisa de excelência no Brasil ou no exterior.

Para quem é a Formação?

O programa é voltado a pessoas com a graduação em andamento ou concluída em qualquer área do conhecimento, em uma instituição de Ensino Superior do Brasil. Quem está cursando ou já concluiu o mestrado também é elegível.

A experiência de pesquisa no campo das ciências biológicas é desejável, mas não obrigatória, e é imprescindível ter o domínio da língua inglesa. Também é necessário que o candidato tenha familiaridade com cálculo diferencial e integral – o processo seletivo envolve perguntas alinhadas com um curso básico de cálculo.

Buscamos estudantes ousados, com habilidades quantitativas, que não se limitem às fronteiras disciplinares e nutram um interesse sólido pelas grandes questões da ecologia.

Professores da edição 2023

Conheça os professores confirmados até o momento

Joshua Weitz

Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA)

Paulo Inácio Prado

Universidade de São Paulo (Brasil)

Diogo Melo

Universidade de Princeton (EUA)

Jacopo Marchi

Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA)

Paula Lemos-Costa

Universidade de Chicago (EUA)

Renato M. Coutinho

Universidade Federal do ABC (Brasil)

Stephen Beckett

Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA)

Priyanga Amarasekare

Universidade da Califórnia, Los Angeles (EUA)

Karen C. Abbott

ICTP-Trieste (Itália)

Vitor Vasconcelos

Universidade de Amsterdã (Holanda)

Lisa C. McManus

Universidade do Havaí em Manoa (EUA)

Andrea Sánchez-Tapia

Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (Brasil)

Roberto Kraenkel

Instituto de Física Teórica da UNESP (Brasil)

Edições anteriores

Por causa da pandemia da Covid-19, a primeira edição aconteceu em formato de workshop, totalmente remoto, em uma versão mais curta, de 5 a 30 de julho de 2021. Já a segunda edição acontece em formato presencial, em um curso de cinco meses entre julho e novembro de 2022.

Os alunos selecionados fizeram uma imersão nos diferentes campos da pesquisa em biologia e ecologia por meio de aulas expositivas e sessões de discussão com cientistas que atuam em centros de pesquisa de excelência de diversos países. O grupo trabalhou, ainda, em projetos sob a tutoria de pesquisadores em pós-doutorado, com o objetivo de aplicar os conhecimentos abordados nas aulas a um problema de pesquisa.

Confira os professores e os alunos selecionados para a primeira e segunda edição do programa.

Depoimentos

Hemanoel Passarelli

Doutorando em bioinformática pela UFMG, especialista em estatística quantitativa e bacharel em biologia, aluno da edição de 2021

O que mais me marcou na edição de 2021 foi a visão holística dos professores em relação à ciência. Era fantástico ver um professor que falava sobre o movimento de elétrons ao redor de um átomo e, a partir disso, traçava uma relação com a “movimentação” de aves migratórias. Esse é o ponto chave desse curso: a capacidade de conectar áreas.

Amanda Campos

Mestre em Ecologia e Biomonitoramento pela UFBA e doutoranda em Ecologia pela USP, aluna da edição de 2021

Hoje temos muitas bases de dados sobre as quais podemos falar muitas coisas, o desafio da ciência agora é construir sínteses para estabelecer uma relação com a teoria mais facilmente. A matemática traz um ferramental muito importante para o biólogo ou ecólogo que deseja trabalhar nessas fronteiras.

Rafael Menezes

Doutorando em ecologia pela USP e mestre em física pela UFBA, aluno da edição 2021

Na biologia e na ecologia existe uma pluralidade de conceitos que é absolutamente fantástica. Inserir a matemática nesses conceitos pode trazer muitos benefícios, porque traz mais precisão às definições, do ponto de vista teórico.