Programa de Formação em Biologia e Ecologia Quantitativas

Programa de Formação em Biologia e Ecologia Quantitativas

Primeiro programa do Serrapilheira voltado a estudantes nas etapas prévias ao doutorado, a Formação tem o objetivo de preparar futuros cientistas para a pesquisa em ciências da vida com foco no uso de matemática, física e ciência da computação. O curso presencial, com duração de cinco meses, acontece nas instalações do ICTP-SAIFR, em São Paulo. Os alunos aprendem sobre métodos quantitativos para resolver questões da vanguarda da biologia e ecologia, aproveitando o potencial do Brasil – o país que abriga a maior biodiversidade do planeta – para criar, em longo prazo, uma geração de jovens cientistas altamente qualificada para lidar com seus desafios.

Realizado em parceria com o Instituto Sul-Americano para Pesquisa Fundamental (ICTP-SAIFR), o programa reúne professores que são referências globais em suas áreas de pesquisa para abordar tópicos que vão da genética moderna à ecologia comportamental. A ideia é que, após a conclusão da formação, os alunos estejam aptos para disputar vagas em centros de pesquisa de excelência no Brasil ou no exterior.

Para quem é a Formação?

O programa é voltado a pessoas com a graduação em andamento ou concluída em qualquer área do conhecimento, em uma instituição de Ensino Superior do Brasil ou de outro país latino-americano. Quem está cursando ou já concluiu o mestrado também é elegível.

A experiência de pesquisa no campo das ciências biológicas é desejável, mas não obrigatória, e é imprescindível ter o domínio da língua inglesa. Também é necessário que o candidato tenha familiaridade com cálculo diferencial e integral – o processo seletivo envolve perguntas alinhadas com um curso básico de cálculo.

Buscamos estudantes ousados, com habilidades quantitativas, que não se limitem às fronteiras disciplinares e nutram um interesse sólido pelas grandes questões das ciências da vida.

Professores da edição 2022

Conheça os professores confirmados até o momento:

Joshua Weitz

Georgia Institute of Technology (EUA)

Adriana Lucia-Sanz

Georgia Institute of Technology (EUA)

Jeremy Harris

Georgia Institute of Technology (EUA)

Jacopo Marchi

Georgia Institute of Technology (EUA)

Glauco Machado

Universidade de São Paulo (Brasil)

C. Daniela Robles-Espinoza

Universidad Nacional Autónoma de México

Mariana Gómez-Schiavon

Universidad Nacional Autónoma de México

Ricardo Martínez-García

ICTP-SAIFR (Brasil)

Jacopo Grilli

ICTP-Trieste (Itália)

Thomas Flatt

University of Fribourg (Suíça)

Hanna Kokko

University of Zurich (Suíça)

Joe Paton

Fundação Champalimaud (Portugal)

Morgan Tingley

University of California, Los Angeles (EUA)

Daniel Mucida

The Rockefeller University (EUA)

Carolina Lucas

Yale University School of Medicine (EUA)

Sean H Rice

Texas Tech University (EUA)

Michael Bode

Queensland University of Technology (Austrália)

Zayda Morales Moreira

The University of British Columbia (Canadá)

Sara Mortara

Re.Green (Brasil)

Ricardo Cerri

Universidade Federal de São Carlos (Brasil)

Moisés Mallo

Instituto Gulbenkian de Ciência (Portugal)

Martina Dal Bello

Massachusetts Institute of Technology (EUA)

Roberto Kraenkel

Instituto de Física Teórica da UNESP (Brasil)

Mauro Copelli

Universidade Federal de Pernambuco (Brasil)

Jorge Carneiro

Instituto Gulbenkian de Ciência (Portugal)

Paul Whitford

Northeastern University (EUA)

Andrea Sánchez-Tapia

Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (Brasil)

Deborah Toiber

Ben Gurion University of the Negev (Israel)

Paulo Guimarães

Universidade de São Paulo (Brasil)

Iain Couzin

Max Planck Institute of Animal Behavior (Alemanha)

José Nelson Onuchic

Rice University (EUA)

Curtis Callan

Princeton University (EUA)

Vijay Balasubramanian

University of Pennsylvania, EUA

Paul Armsworth

University of Tennessee, EUA

Cara Haney

The University of British Columbia, Canadá

Carmen Molina-Paris

Leeds University, UK

Ross Sozzani

North Carolina State University, EUA

Jessica Metcalf

Princeton University, EUA

Malin Pinsky

Rutgers University, EUA

Ricard Alert-Zenón

Max Planck Institute for Complex Systems, Alemanha

Miguel Lurgi

Swansea University, UK

Benjamin Rice

Princeton University, EUA

A primeira edição

Por causa da pandemia da Covid-19, a primeira edição aconteceu em formato de workshop, totalmente remoto, em uma versão mais curta, de 5 a 30 de julho de 2021. Os 30 alunos selecionados fizeram uma imersão nos diferentes campos da pesquisa em biologia e ecologia por meio de aulas expositivas e sessões de discussão com cientistas que atuam em centros de pesquisa de excelência de diversos países.

Ao longo das quatro semanas, os alunos trabalharam, ainda, em projetos sob a tutoria de pesquisadores em pós-doutorado, com o objetivo de aplicar os conhecimentos abordados nas aulas a um problema de pesquisa.

Confira a lista de alunos selecionados para a primeira edição. Conheça também os tutores.

Para saber mais, veja o edital da primeira edição e confira os professores e tópicos abordados.

Depoimentos

Hemanoel Passarelli

Doutorando em bioinformática pela UFMG, especialista em estatística quantitativa e bacharel em biologia, aluno da edição de 2021

O que mais me marcou na edição de 2021 foi a visão holística dos professores em relação à ciência. Era fantástico ver um professor que falava sobre o movimento de elétrons ao redor de um átomo e, a partir disso, traçava uma relação com a “movimentação” de aves migratórias. Esse é o ponto chave desse curso: a capacidade de conectar áreas.

Amanda Campos

Mestre em Ecologia e Biomonitoramento pela UFBA e doutoranda em Ecologia pela USP, aluna da edição de 2021

Hoje temos muitas bases de dados sobre as quais podemos falar muitas coisas, o desafio da ciência agora é construir sínteses para estabelecer uma relação com a teoria mais facilmente. A matemática traz um ferramental muito importante para o biólogo ou ecólogo que deseja trabalhar nessas fronteiras.

Rafael Menezes

Doutorando em ecologia pela USP e mestre em física pela UFBA, aluno da edição 2021

Na biologia e na ecologia existe uma pluralidade de conceitos que é absolutamente fantástica. Inserir a matemática nesses conceitos pode trazer muitos benefícios, porque traz mais precisão às definições, do ponto de vista teórico.