Matéria escura dentro e fora de galáxias: decifrando o enigma em pequenas e grandes escalas

Ciência / Física

A existência da matéria escura se tornou irrefutável há pouco mais de 50 anos, quando a astrônoma Vera Rubin analisou órbitas de estrelas e gás em galáxias — hoje sabemos que ela representa 85% da matéria no universo. Minha pesquisa consiste em identificar pistas que a distribuição de estrelas em galáxias nos oferece sobre a distribuição de matéria escura, e em estudar como galáxias distantes se unem para formar as maiores estruturas no universo, os aglomerados de galáxias. Combinando ambos os focos, viso entender simultaneamente o impacto da matéria escura em escalas “pequenas” de centenas de anos-luz e em escalas gigantescas, superiores a 1 milhão de anos-luz. Para desvendar a natureza da matéria escura é preciso um esforço conjunto entre astrofísica observacional e computacional, assim como física experimental e teórica. Como astrofísica observacional, analiso e caracterizo de forma quantitativa o impacto da matéria escura na matéria comum, contribuindo para o desenvolvimento de experimentos de ponta para descobrir a natureza de um dos maiores mistérios dos séculos XX e XXI.

Recursos investidos

1ª fase: R$ 100.000,00
2ª fase: R$ 1.000.000,00 (R$ 700.000,00 + R$ 300.000,00 de bônus opcional destinados à integração e formação de pessoas de grupos sub-representados na ciência)

Instituições

  • Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Temas
  • astronomia
  • matéria comum
  • matéria escura