Desenvolvimento de um biossensor para predizer a síndrome de liberação de citocinas em pacientes oncológicos tratados por células CAR-T

Ciências da Vida

Dentre as estratégias de imunoterapia contra o câncer, o uso de células T geneticamente reprogramadas para expressar receptores quiméricos (CAR-T) tem mostrado resultados positivos no tratamento de tumores hematológicos. Apesar dos resultados promissores, entre 56% e 100% dos pacientes tratados sofrem de síndrome de liberação de citocinas (SLC), uma reação adversa caracterizada pela produção intensa de citocinas inflamatórias como IL-6 e TNF-alfa. Essa reação pode ter consequências graves, incluindo mortes, e exige que os pacientes sejam internados em UTIs, aumentando significativamente os custos, estimados em 600 mil reais por paciente pelo SUS.

Para enfrentar esse desafio, propomos o uso de biossensores baseados em nanomateriais, como grafeno ou nanopartículas metálicas, funcionalizados com marcadores específicos para IL-6 ou TNF-alfa. Esses biossensores poderiam detectar precocemente a presença de IL-6, prever a ocorrência de SLC e permitir o tratamento antecipado das reações tóxicas. Esta abordagem poderia reduzir os eventos clínicos graves, diminuir o tempo de internação e os custos com drogas bloqueadoras da SLC, impactando positivamente tanto a saúde dos pacientes quanto os custos para o SUS.

Recursos investidos

Grant 2022: R$ 31.915,00