Iniciativa Brasileira de Reprodutibilidade é destaque na eLife

 

Imagem: Creative Commons

Clarice Cudischevitch

A Iniciativa Brasileira de Reprodutibilidade, que tem o apoio de R$ 1 milhão do Serrapilheira para medir o quão reprodutível é a pesquisa biomédica feita no país, foi tema de um artigo publicado nesta terça-feira (5) no periódico open-access eLife. O trabalho é assinado pelos pesquisadores responsáveis pela criação do projeto.

Lançada em 2018 e inédita no Brasil, a Iniciativa Brasileira de Reprodutibilidade é uma rede multicêntrica que reúne laboratórios de todo o país para replicar experimentos publicados em papers brasileiros da área biomédica. O artigo na eLife é de acesso livre a todos os interessados e explica como funcionará o projeto, que deve atingir os resultados em 2021.

Criada em 2011 pelo Howard Hughes Medical Institute (HHMI), Max Planck Society e Wellcome Trust, organizações dedicadas à ciência e renomadas internacionalmente, a eLife é voltada à publicação de pesquisas de excelência nas áreas de Ciências da Vida e Ciências Biomédicas. Tem como um de seus princípios o acesso livre e gratuito de seu conteúdo e, desde o início, apoia a causa da reprodutibilidade.

No artigo, os autores Olavo Amaral, Kleber Neves, Clarissa Carneiro e Ana Paula Sampaio, que integram a equipe da Iniciativa Brasileira de Reprodutibilidade, contextualizam a criação do projeto e explicam seus objetivos e métodos. O texto também lista alguns desafios, como assegurar que os laboratórios participantes terão expertise suficiente para desenvolver as metodologias previstas e alcançar resultados precisos.

O artigo publicado na eLife pode ser conferido aqui.

Saiba mais sobre a Iniciativa Brasileira de Reprodutibilidade aqui.