Público é incentivado a participar de pesquisa de corais em Fernando de Noronha

Cientistas com apoio do Serrapilheira querem que as pessoas publiquem fotos dos corais

Imagem: Fabiano Desiderio

Fonte: G1

Uma campanha está sendo lançada para incentivar os turistas e os moradores Fernando de Noronha a contribuírem com um trabalho científico sobre os corais. O biólogo Guilherme Longo, da Universidade Federal Rio Grande do Norte, faz uma palestra nesta quinta-feira (26), no Projeto Tamar, às oito da noite, para divulgar a forma de colaboração da pesquisa. O pesquisador quer que as pessoas façam fotos e postem nas redes sociais com a hashtag #deolhonoscorais.

“Como em Fernando de Noronha tem bastante turismo, se todo dia uma pessoa postar uma foto dos corais a gente consegue monitorar a saúde das colônias diariamente, o que é impossível para um pesquisador fazer só”, falou Guilherme Longo.

O pesquisador deu início nesta quarta-feira (25), a instalação de placas que indicam: ajude a monitorar os corais, fotografe e compartilhe. Serão colocadas dez placas em baixo da água em pontos de mergulho autônomo, na Praia da Atalaia e nas embarcações das operadoras de mergulho. Os instrutores que queiram ajudar também recebem uma prancheta para catalogar dados dos corais.

O pesquisador Guilherme Longo faz o estudo na ilha (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

O biólogo Guilherme Longo pesquisa os corais de Fernando de Noronha desde 2013. Quando os corais perdem as cores eles podem estar morrendo. “Um dos objetivos do estudo é entender como eram os corais no passado. Hoje eu não tenho visto muito coral morto, temos registrado algum branqueamento, mas esses corais que branqueiam têm se recuperado. O resultado desse estudo vai virar artigo científico”, disse o pesquisador.

Um sensor é colocado para registrar a temperatura da água (Foto: Divulgação)

Os corais geralmente sofrem um processo de branqueamento quando a temperatura do mar aumenta. O fenômeno natural El Niño é responsável por esse aquecimento, a última vez que isso aconteceu foi no ano de 2016. “No último El Niño no máximo 5% dos corais de Noronha branquearam, mas eles se recuperaram”, revelou o estudioso.

Em Fernando de Noronha há registro de 12 tipos de corais de águas rasas. O pesquisador faz três visitas por ano à ilha. As fotos vão virar um instrumento importante para o estudo. A pesquisa tem apoio do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade.

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