Edgard Pimentel

Matemática

O matemático Edgard Pimentel é paulistano, mas desde que se mudou para o Rio de Janeiro percebeu que estava em casa. Apesar disso, ele ainda preserva o São Paulo como time do coração. Perseguindo as equações diferenciais, Edgar fez o mestrado em matemática aplicada na Universidade de São Paulo. Doutorou-se também em Matemática no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, Portugal. Nesta última, fez o período de pós-doutorado além de passar por outras duas instituições: Universidade Federal do Ceará e Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).

Como matemático, ele garante que suas melhores ideias estavam completamente erradas. Mas foi na revisão dessas mesmas ideias que encontrou os resultados mais produtivos dos seus estudos. Sua vocação experimental excede o domínio acadêmico. Edgar também é um chef amador e meticuloso pesquisador de receitas de hummus e pão árabe.

Projetos

Teoria de regularidade para equações diferenciais parciais
Ciência / Matemática

A análise de equações diferenciais parciais (EDPs) é uma área bastante versátil da Matemática; atraente do ponto de vista abstrato — pela beleza e profundidade de suas questões fundamentais — encontra aplicações em diversas disciplinas, como a física, a biologia e a economia. Exemplos de suas aplicações encontram-se em tentativas de calcular a ‘idade da terra’, no estudo da aerodinâmica e em modelos de formação de opinião, por exemplo. A teoria de regularidade para EDPs é uma das mais finas e delicadas linhas de investigação acerca destes objetos. De maneira muito breve, esta teoria examina a estrutura de uma dada equação e, a partir de suas propriedades intrínsecas, revela características universais das soluções. Por exemplo, a elipticidade de uma equação garante que a derivada de suas soluções existe e é (um pouco mais do que) contínua. Nossos esforços se interessam pelas consequências da falha, ou ausência, destas propriedades intrínsecas. Ou seja: o que podemos dizer acerca das soluções de uma equação quando hipóteses muito básicas e universalmente aceitas são removidas? Como os gráficos das soluções se comportam? Eles admitem cúspides? Admitem quinas? A ‘aceleração’ destes gráficos fica arbitrariamente alta sem mais nem menos?

Recursos investidos

R$ 100.000,00

Instituições

  • Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
  • Temas
  • equações diferenciais parciais
  • interdisciplinaridade
  • teoria da regularidade